Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Hospital do Fundão é parcialmente interditado após abalo

Terça, 22 de Junho de 2010 às 06:32, por: CdB

A Defesa Civil estadual interditou nesta segunda-feira parte do Hospital Clementino Fraga Filho, no Fundão, por causa de um abalo estrutural em dois pilares do prédio anexo, que nunca foi ocupado. Bombeiros fizeram a transferência de 79 pacientes que estavam internados na ala D - que foi completamente fechada - para outros setores. Entre eles, há seis doentes, que estavam na UTI coronariana, que serão levados para um hospital de campanha, com 80 leitos e uma miniemergência, que já começa a ser erguido num terreno próximo à unidade. O problema atingiu parcialmente 13 andares da construção.

Toda a área em torno do hospital foi isolada pelos bombeiros e pela Defesa Civil. Pela unidade, circulam diariamente 3.400 funcionários, 1.200 estudantes de medicina e outros dois mil de outras especialidades acadêmicas ligadas à saúde.

O diretor do Hospital do Fundão, José Marcus Eulálio, explicou que, por orientação da Defesa Civil, foi interditado um raio de 150 metros a partir do ponto onde ocorreram os abalos. Os dois pilares sofreram danos na madrugada de ontem. Mas, somente às 17h15m, o diretor da Divisão de Engenharia da unidade, Nélson Saliba, acionou a Defesa Civil do estado e o Corpo de Bombeiros, após detectar o envergamento de dois pilares do esqueleto do prédio - conhecido como "perna seca" - numa área contígua à ala D do hospital.

Construído na década de 50, como uma ampliação do Hospital Clementino Fraga Filho, o anexo nunca foi ocupado. Saliba disse que hoje seria mais caro concluir a obra do que construir um novo hospital com as mesmas dimensões.

Mesmo assim, o pró-reitor de Planejamento da UFRJ, Carlos Levi, informou que um processo de licitação para a reforma do "perna seca" - que tem 120 mil metros quadrados de área - estava em andamento. O cálculo inicial era de que as obras custariam algo em torno de R$ 16 milhões. Antes, chegou-se a cogitar a implosão da estrutura, porém técnicos concluíram que isso causaria um grande transtorno, prejudicando o atendimento dos pacientes. Perguntado sobre o desperdício do dinheiro investido na obra, nunca terminada, Levi classificou o projeto de "um legado negativo".

Por enquanto, uma empresa já foi chamada para fazer os reparos necessários, e os trabalhos, a princípio, deverão ser concluídos em 24 horas. Toda a equipe técnica do hospital vai acompanhar o serviço. A UFRJ informou ainda que a construção sofre os efeitos da maresia, por estar numa ilha, o que favoreceu a deterioração das estruturas ao longo do tempo.

 

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