Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Hospital diz que quadro de Michelle é irreversível

Quarta, 03 de Dezembro de 2003 às 09:12, por: CdB

A mulher do executivo da Shell Todd Staheli, Michelle, piorou nesta terça-feira. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Hospital Copa D'Or, a dona de casa só sai do estado de coma por um "milagre". O quadro, portanto, é considerado irreversível. 

Ainda de acordo com a assessoria, ela, antes, tossia quando era estimulada pelos médicos. No início da noite, Michelle já não tinha condições de responder a estímulos. Ela foi encontrada com ferimentos profundos, na manhã de domingo, na cama, ao lado do marido, pelo filho de 10 anos. Quando foi achado pelo garoto, Staheli estava agonizando. O casal estava coberto de sangue.

Os pais do executivo e dois irmãos de Michelle chegaram nesta terça ao Rio para amparar os filhos do casal e acompanhar a evolução de Michelle. Os irmãos, que não sabiam da gravidade do quadro, ficaram chocados ao vê-la em coma profundo. O Copa D'Or informou que um irmão e uma irmã de Michelle, que tiveram as identidades preservadas, foram ao Centro de Tratamento Intensivo (CTI) às 7h30 e ficaram 40 minutos com Michelle. A irmã chorou muito. O vice-presidente de Gás da Shell, Antônio Assunção, que trabalhava com Todd, acompanhou os dois.

Além de rever os netos, os pais de Todd, cujos nomes também não foram divulgados, trataram do traslado do corpo do filho para Salt Lake City, em Utah, nos Estados Unidos, onde será o enterro. O transporte deverá ser feito hoje, porque o trabalho de embalsamamento estava sendo executado até ontem à noite.

O Consulado-Geral dos EUA no Rio ajudou os pais de Todd a providenciar o traslado. Funcionários responsáveis pelo embalsamamento, feito na Santa Casa de Inhaúma, informaram que Todd tem uma grande mancha roxa ao redor dos olhos e cortes na cabeça e no abdome.

A Shell - onde Todd trabalhava como diretor da área de Gás e Energia para o Brasil e a América Latina - providenciou não só o transporte, mas também a hospedagem dos parentes. Nenhum detalhe sobre eles foi divulgado pela empresa ou pelo consulado, que alegaram que a família não quer se expor. A Shell informou apenas que o avião chegou às 6 horas ao Brasil. Os quatro filhos do casal, de 3, 8, 10 e 13 anos, que estavam hospedados na casa de amigos, estão agora sob cuidados dos parentes. As crianças estavam em casa quando encontraram os pais. Eles visitaram Michelle na segunda-feira no hospital.

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