Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Hospital de campanha é inaugurado

Após mais uma polêmica entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Hospital de Campanha da Marinha começou a funcionar, na manhã desta segunda-feira, no Campo de Santana, no centro da cidade. (Leia Mais)

Segunda, 28 de Março de 2005 às 06:49, por: CdB

Após mais uma polêmica entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Hospital de Campanha da Marinha começou a funcionar, na manhã desta segunda-feira, no Campo de Santana, no centro da cidade. O movimento de pacientes é grande e deve superar o previsto pelo Exército.

Segundo as Forças Armadas, até as 7h30m, cerca de 800 pessoas esperavam para serem atendidas, sendo que 157 já tinham passado pela triagem na unidade, que tem capacidade para 400 atendimentos diários. No início da tarde, mais de três mil pessoas aguardavam atendimento. A emergência do Hospital Souza Aguiar, que fica do outro lado da Avenida Presidente Vargas, também começou a lotar no início da tarde.

Foram instaladas 14 tendas do hospital de Campanha no Campo de Santana. Das 7h às 17h, cerca de 50 médicos e enfermeiros farão o atendimento de pacientes em quatro especialidades: clínica médica, ortopedia, pediatria e ginecologia. Os casos de emergência serão encaminhados para o Hospital Souza Aguiar, que fica em frente ao Campo de Santana.

Onze lonas do hospital de campanha, todas equipadas com ar condicionado, serão usadas para o atendimento clínico dos doentes. As outras três tendas serão usadas para fazer a triagem dos pacientes.

Nas duas últimas semanas, foram criados 294 novos leitos e dois hospitais de campanha (Barra e Campo de Santana) para ampliar o atendimento à população. Além disso, foram convocados 488 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos em laboratório. Segundo Arthur Chioro, diretor do Departamento de Atenção Especializada do ministério, ainda há 547 vagas para serem preenchidas.

Na semana passada a instação das unidades no Campo de Santana foi mais uma capítulo da guerra na saúde na cidade do Rio de Janeiro. O prefeito Cesar Maia não queria liberar o Campo de Santana para as instalações das tendas de atendimento da Marinha, alegando que isso poderia prejudicar a fauna do local. O Ministério da Saúde recorreu à Justiça Federal, que cedeu uma liminar cancelando a decisão do prefeito.

Tags:
Edições digital e impressa