A procura por atendimento médico foi intensa no primeiro dia de funcionamento do hospital de campanha da Marinha, no Campo de Santana, centro do Rio de Janeiro, na segunda-feira.
As filas começaram a ser formadas de madrugada, e ao longo do dia mais de 3 mil pessoas procuraram atendimento, sendo que apenas 700 conseguiram uma consulta. A capacidade da unidade médica é de no máximo 500 consultas ao dia. Muitas pessoas não puderam ser atendidas e os casos mais graves ganharam prioridade.
- O pessoal fica na fila desde madrugada e é perigoso porque não temos como dar segurança. Além disso, não temos como respeitar o ordenamento que eles dão lá fora. Quando o portão é aberto, há uma natural correria e quem faz a triagem aqui dentro somos nós - disse o almirante Ubiraci Damasceno.
O hospital da Marinha foi montado no Campo de Santana com a finalidade de diminuir as filas do Hospital Souza Aguiar, porém a demanda no hospital público duplicou nesta segunda-feira.
- Muitas pessoas que foram atendidas no hospital de campanha, que só faz atendimento ambulatorial, foram encaminhadas para o Souza Aguiar e o hospital começou a lotar - disse o interventor do Hospital Souza Aguiar Roberto Bittencourt.
- O aumento no fluxo de pacientes no hospital de campanha é um retrato da crise profunda no sistema de saúde do Rio - completou Bittencourt.
O Ministério da Saúde já estuda a possibilidade de ampliar a capacidade de atendimento dos hospitais da marinha e da aeronáutica. A unidade da aeronáutica está funcionando na Barra da Tijuca há uma semana e, em cinco dias úteis, atendeu mais de 2 mil pessoas.
O ministério está contratando mais de 1.000 trabalhadores da área de saúde em carácter de emergência.
Hospital de campanha da Marinha abre com intensa procura no Rio
Segunda, 28 de Março de 2005 às 14:50, por: CdB