O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Koehler, renunciou na tarde desta quinta-feira ao cargo e aceitou a indicação para ser o próximo presidente da Alemanha. Ele concorre com a reitora da Universidade Viadrina, Gesine Schwan.
Koehler será o candidato dos três principais partidos da oposição - União Democrata Cristã (CDU), União Social Cristã (CSU) e Partido Liberal (FDP) - enquanto Schwan será a candidada da coalizão governamental, formada por social-democratas e verdes.
A primeira candidatura a ser conhecida hoje foi a da oposição, que unida reúne a maioria dos votos na Assembléia Federal encarregada de escolher o presidente. Isso aumenta as chances de Koehler ser o futuro presidente alemão. Poucas horas depois, o chanceler, Gerhard Schroeder, respondeu com uma proposta surpresa, já que Schwan nunca fora cogitada desde que o atual presidente, Johannes Rau, anunciou há meio ano que não aspirava a sua reeleição.
Conheça os candidatos
Koehler, de 61 anos, assumiu em 2000 a direção do FMI por cinco anos. Antes, presidiu o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd). Durante o governo do chanceler Helmut Kohl desempenhou vários cargos como funcionário do Ministério das Finanças, entre eles o de secretário de Estado durante as negociações para a União Econômica e Monetária Européia.
O próprio ex-chanceler aproveitou a apresentação em público de suas memórias para qualificar Koehler como extraordinário conhecedor da situação econômica internacional e alemã.
Merkel anunciou que o diretor-gerente do FMI, com quem falou esta mesma manhã por telefone, irá no domingo a Berlim para apresentar-se pessoalmente às executivas dos três partidos.
Doutora em Ciências Políticas, Schwan tem poucas chabces de vencer. Schwan, de 60 anos, está afiliada ao Partido Social Democrata Alemão (SPH) desde 1972, e antes de dirigir a citada universidade em Frankfurt-Oder, na fronteira com a Polônia, foi catedrática de Ciências Políticas na Universidade Livre (FU) de Berlim. Agência EFE