Os hormônios podem ser um fator-chave do excesso de peso feminino e intervêm decisivamente na quantidade de energia proveniente da comida que acaba se transformando em células adiposas, ou seja, em gordura. Na fase pré-menstrual, o aumento do hormônio progesterona induz a mulher a comer mais e a consumir alimentos doces, devido à queda do nível de açúcar no sangue.
Durante a ovulação, o corpo feminino libera em grandes quantidades o hormônio estradiol, que tende a diminuir a sensação de fome. Além dos hormônios sexuais, no peso corporal feminino também influenciam os hormônios digestivos e a tireóide, entre outras substâncias endócrinas.
Segundo Carmen Menéndez, do Instituto Palacios da Mulher, de Madri (Espanha), o regulamento endócrino feminino, que se dirige do cérebro para as distintas glândulas e órgãos e se baseia em uma conexão entre hipotálamo, hipófise, ovários, tireóide e supra-renais, pode ser alterado trabalhando em um ritmo mais rápido ou mais lento, ou segregando mais ou menos hormônios.
- Algumas mulheres comem muito e estão sempre magras porque sua tireóide e suas células trabalham mais rápido do que o normal, enquanto há aquelas que têm forma de pêra devido aos desequilíbrios hormonais de seus ovários ou sofre de obesidade localizada na barriga por sua hiperatividade adrenal - assinala.
Segundo a especialista americana Gloria Thomas, em cada mulher predomina uma glândula de secreção hormonal, a que influencia nas linhas naturais do corpo e na forma como o organismo reage ante as gorduras e a energia.
Para se manter em forma, é preciso seguir um plano de exercícios e de alimentação "sob medida para os hormônios e para a glândula dominante de cada mulher, para compensar seus fatores vulneráveis naturais e trabalhar sobre seus pontos fortes".