Hong Kong: Policiais entram em confronto com manifestantes pró-democracia
Por volta de 20 pessoas saíram feridas na manhã deste domingo em novos confrontos entre manifestantes pró-democracia e a polícia em Hong Kong, enquanto as autoridades dão prosseguimento à sua tentativa de expulsar os manifestantes de algumas importantes áreas da cidade.
Hong Kong vivenciou a quarta noite de confrontos violentos entre manifestantes pró-democracia e a polícia
Por volta de 20 pessoas saíram feridas na manhã deste domingo em novos confrontos entre manifestantes pró-democracia e a polícia em Hong Kong, enquanto as autoridades dão prosseguimento à sua tentativa de expulsar os manifestantes de algumas importantes áreas da cidade.
As lesões ocorreram quando a polícia usou cassetetes para tentar dispersar os manifestantes reunidos em barricadas no distrito de Mongkok. Alguns manifestantes foram retirados em macas.
Em comunicado, a polícia alegou ter usado "força mínima" em seus esforços de desocupar uma importante via, a Nathan Road. A polícia afirmou que os manifestantes tentaram furar o cordão de isolamento.
- Acreditamos que a polícia violou o princípio do uso da força mínima para lidar com uma manifestação pacífica - afirmou James Hon, ativista da Liga de Defesa da Liberdade de Hong Kong. Hon disse ainda que os policiais podem acabar ferindo gravemente ou mesmo chegar a matar manifestantes, se continuar usando os cassetetes da forma que o fazem durante os confrontos.
Os manifestantes pedem eleições livres para o governo de Hong Kong em 2017. Recentemente, a China anunciou que todos os candidatos à eleição serão avaliados por um comitê visto como bem próximo do governo em Pequim.
Negociações iminentes
A nova onda de violência acontece depois que o governo de Hong Kong anunciou que vai realizar duas horas de negociações, transmitidas pela TV, com os líderes estudantis na próxima terça-feira.
O vice-líder do governo de Hong Kong, Carrie Lam, disse que as conversas, com a participação de cinco membros de cada lado, terão como foco a reforma constitucional.
O chefe do Executivo local, Leung Chun-ying, deixou claro, no entanto, que Pequim não vai revogar a sua decisão.
Manifestações de massa
Nas últimas semanas, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas diversas vezes para protestar contra a decisão de Pequim e pedir a renúncia de Leung.
Em 28 de setembro, o grupo pró-democracia Occupy Central começou a executar a sua antiga ameaça de bloquear importantes áreas do centro financeiro, seguindo o exemplo de protestos anteriores liderados por estudantes. Desde então, os estudantes vêm ocupando vários cruzamentos importantes da cidade.
Antiga colônia britânica, Hong Kong foi devolvida à China em 1997, sob a condição de que a ilha gozasse de um grau de autonomia desconhecido pelos chineses do continente, por um período de 50 anos
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