Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Honduras receberá US$1,8 bilhão para combater pobreza

Sábado, 12 de Junho de 2004 às 08:54, por: CdB

Organismos de crédito e países doadores concederão a Honduras 1,8 bilhão de dólares para financiar o combate à pobreza, mas exigiram que as autoridades do país redobrem a luta contra a corrupção, anunciaram funcionários do governo.

Honduras conseguiu o acordo para receber a ajuda entre 2004 e 2006, depois de dois dias de reuniões entre os funcionários locais e representantes do Grupo Consultivo, formado por organizações de crédito e países doadores.

"Nesta reunião do Grupo Consultivo obtivemos o compromisso por parte dos organismos de crédito e dos países doadores para administrarmos 1,8 bilhão de dólares em doações e créditos concessionários para o combate à pobreza", disse à Reuters o ministro das Finanças, Arturo Alvarado.

Honduras, onde 80 por cento dos 6,8 milhões de habitantes vivem na pobreza, pediu em princípio aos organismos de crédito e nações doadoras 1,076 bilhão de dólares para impulsionar a Estratégia para a Redução da Pobreza entre 2004 e 2006.

A Estratégia para a Redução da Pobreza pretende ativar o crescimento econômico em um país onde 46 por cento da população vive com apenas um dólar por dia, situando-se como a nação mais pobre da América depois de Haiti e Nicarágua.

O plano, que é parte de uma estratégia mais ampla que pretende reduzir a pobreza em 24 por cento até 2015, prevê o investimento da assistência em infra-estrutura, ampliação dos serviços de educação, saúde, alimentação, distribuição de água, financiamento de micro empresas e planos de competitividade para o país conseguir ingressar com sucesso nos esquemas do livre comércio mundial.

Participaram da reunião representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (BM), Banco Centro-americano de Integração Econômica (BCIE), Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Suécia, Japão, Itália e Inglaterra.

As organizações de crédito e os países doadores pediram ao governo de Honduras uma declaração para que o país impulsione o crescimento econômico com igualdade, redobre a luta contra a corrupção e melhore a transparência na administração pública.

Pediram ainda que a nação cumpra as metas estabelecidas em um acordo de três anos com o FMI destinadas a aliviar desequilíbrios fiscais e impulsionar reformas estruturais.

Honduras padece há décadas de crescimento econômico insuficiente e desequilíbrios fiscais agravados pela devastação causada pelo furacão Mitch no final de 1998, que causou perdas materiais avaliadas em 5 bilhões de dólares.

Honduras, que em 2003 conseguiu um crescimento econômico de 3,2 por cento, prevê que este indicador seja de 3,5 por cento em 2004, de 4 por cento em 2005 e de 4,5 por cento em 2006, segundo estratégia coincidente com as metas alcançadas em um acordo de três anos com o FMI.

Além disso, Honduras pretende conseguir um alívio da dívida de 960 milhões de dólares, na maioria em 10 anos, a partir do primeiro trimestre de 2005, por parte dos organismos multilaterais de crédito, se cumprir o acordo do FMI para financiar parcialmente a Estratégia de Redução da Pobreza (ERP).

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