(1’18” / 304 Kb) – A técnica da seleção feminina de futebol da Nigéria, Eucharia Uche, declarou que utilizou da religião para livrar sua equipe do comportamento homossexual. Ela afirmou que considera essa uma “questão suja” e “espiritualmente e moralmente muito errada”. A declaração foi dada ao jornal The New York Times, às vésperas da Copa do Mundo Feminina de Futebol, iniciada no último domingo (26) na Alemanha.
O ex-assistente técnico da equipe nigeriana, James Peters, já havia afirmado ao jornal africano The Sun, que algumas jogadoras foram cortadas da seleção por serem lésbicas, e não por motivos de competência técnica.
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) criticou, na quarta-feira (29), a técnica da Nigéria. A organização afirmou que é “contra todas as formas de discriminação” e que irá conversar com a treinadora sobre seus comentários. Também irá lembrá-la que os estatutos da FIFA pregam o uso do esporte na “superação dos obstáculos sociais e culturais para as mulheres com o objetivo final de promover a igualdade das mulheres na sociedade.”
Os atos homossexuais são proibidos na Nigéria e as pessoas que são abertamente gays e lésbicas podem sofrer hostilidade pública e até serem condenadas à prisão ou morte por apedrejamento.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.
30/06/11