Os homicídios representam 46% das mortes de jovens entre 12 e 18 anos no Brasil. Segundo a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Silveira de Oliveira, a violência letal contra adolescentes e jovens no país tem índices muito altos e deve ser combatida com a implementação de políticas públicas.
– O Programa de Proteção de Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (Ppcam) foi criado em 2003, pois havia uma invisibilidade desse problema, que é a violência letal contra jovens. Hoje, atuamos em 11 Estados e trabalhamos com o marco regulatório previsto na Convenção Internacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Para discutir medidas eficientes de combate à letalidade, o governo e a sociedade civil participam do seminário Violência Letal de Adolescentes e Jovens: Diálogos para Enfrentamento e a Prevenção. O evento faz parte do Observatório de Boas Práticas e Projetos Inovadores em Direitos da Criança e do Adolescente, que mostra ações realizadas entre 2007 e 2010.
De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Ricardo Balestreri, a violência é seletiva e baseada no preconceito.
– Essa lógica da eliminação está presente no senso comum. Nos segmentos formadores de opinião, há pouca reação quando se trata de jovens pobres e negros. Quando se trata de um crime que envolve um jovem branco e de classe média como vítima, há comoção popular.
Para ele, é necessário que a sociedade supere a ideia de que a pobreza gera crimes e violência.
– Não é a pobreza em si, é a desigualdade social e a falta de oportunidades. Isso existe em uma sociedade que tem a ideologia do consumo.
Segundo Balestreri, o papel do Estado ainda é tímido e precisa avançar mais.
– Há um vazio nas políticas de esporte e cultura. As drogas estão acabando com os nossos jovens, aniquila uma faixa da juventude. Precisamos cuidar mais das áreas de prevenção e estamos trabalhando muito para melhorar essas ações.
Homicídios representam 46% das mortes de jovens no Brasil
Os homicídios representam 46% das mortes de jovens entre 12 e 18 anos no Brasil. Segundo a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Silveira de Oliveira, a violência letal contra adolescentes e jovens no país tem índices muito altos e deve ser combatida com a implementação de políticas públicas.
Terça, 07 de Dezembro de 2010 às 09:39, por: CdB
Os homicídios representam 46% das mortes de jovens entre 12 e 18 anos no Brasil. Segundo a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Silveira de Oliveira, a violência letal contra adolescentes e jovens no país tem índices muito altos e deve ser combatida com a implementação de políticas públicas.
– O Programa de Proteção de Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (Ppcam) foi criado em 2003, pois havia uma invisibilidade desse problema, que é a violência letal contra jovens. Hoje, atuamos em 11 Estados e trabalhamos com o marco regulatório previsto na Convenção Internacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Para discutir medidas eficientes de combate à letalidade, o governo e a sociedade civil participam do seminário Violência Letal de Adolescentes e Jovens: Diálogos para Enfrentamento e a Prevenção. O evento faz parte do Observatório de Boas Práticas e Projetos Inovadores em Direitos da Criança e do Adolescente, que mostra ações realizadas entre 2007 e 2010.
De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Ricardo Balestreri, a violência é seletiva e baseada no preconceito.
– Essa lógica da eliminação está presente no senso comum. Nos segmentos formadores de opinião, há pouca reação quando se trata de jovens pobres e negros. Quando se trata de um crime que envolve um jovem branco e de classe média como vítima, há comoção popular.
Para ele, é necessário que a sociedade supere a ideia de que a pobreza gera crimes e violência.
– Não é a pobreza em si, é a desigualdade social e a falta de oportunidades. Isso existe em uma sociedade que tem a ideologia do consumo.
Segundo Balestreri, o papel do Estado ainda é tímido e precisa avançar mais.
– Há um vazio nas políticas de esporte e cultura. As drogas estão acabando com os nossos jovens, aniquila uma faixa da juventude. Precisamos cuidar mais das áreas de prevenção e estamos trabalhando muito para melhorar essas ações.