Itamaraty repudia atentado
O governo brasileiro informou, por meio de nota, que “condena com veemência o covarde atentado” praticado na manhã desta quarta-feira contra o Museu do Bardo, em Túnis, que causou, de acordo com o primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, a morte de pelo menos 19 pessoas, incluindo 17 turistas, além dos dois homens armados que realizaram os ataques. “O governo brasileiro reitera seu absoluto repúdio a atos de terrorismo e ataques contra civis inocentes, praticados sob qualquer pretexto”, informa a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores. “Neste momento de luto e tristeza, o governo brasileiro estende ao povo e ao governo da Tunísia, assim como às famílias das vítimas de diferentes nacionalidades, sua solidariedade”. Na nota, o governo brasileiro elogia o “admirável processo de transição democrática, abrangente e inclusivo” levado adiante na Tunísia e observa que o país sediará, no próximo fim de semana, o Fórum Mundial Social, com a participação de uma grande delegação brasileira. O atentado ao Museu do Bardo foi praticado, de acordo com as autoridades tunisianas, por dois homens armados. Segundo a polícia, os turistas assassinados são de nacionalidades polonesa, italiana, alemã e espanhola. Segundo o primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid, os terroristas vestiam uniformes militares e abriram fogo contra os turistas quando eles saíam de um ônibus, obrigando-os a refugiarem-se no interior do museu. O ministro da Saúde, Said Aidi, disse à imprensa que 38 pessoas ficaram feridas no ataque, entre as quais turistas da França, Itália, Polônia, Japão e África do Sul. Segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Mohamed Ali Aroui, cerca de 100 turistas estavam no museu quando ocorreu o ataque. Este é um dos mais graves atentados contra estrangeiros na Tunísia desde que, em 2002, a Al Qaeda atacou uma sinagoga na Ilha de Djerba, matando 14 alemães e dois franceses, além de cinco tunisianos. Até o momento, o ataque não foi reivindicado por nenhum grupo. O ataque ocorre a uma semana da abertura do Fórum Social Mundial, na Universidade El Manar, em Túnis. O evento vai de 24 a 28 de março. O Museu Nacional do Bardo, conhecido pela vasta coleção de mosaicos da Antiguidade, está ao lado do Parlamento da Tunísia, onde os trabalhos foram suspensos durante o ataque. A Tunísia tem registrado um aumento do extremismo islâmico desde a revolução de 2011 que pôs fim ao regime de Zine El Abidine Ben Ali. O país tem registrado crescente radicalização de jovens islâmicos. As autoridades estimam que cerca de 3 mil jovens tenham ido para o Iraque e a Síria combater ao lado de grupos jihadistas. Pelo menos 500 desses jovens já voltaram para a Tunísia.Homens armados atacam Parlamento da Tunísia
Atiradores vestidos com uniformes militares e armados com kalashnikovs abriram fogo num museu em Túnis, capital da Tunísia, nesta quarta-feira. O ataque causou a morte de 19 pessoas, além de dois atiradores, e deixou dezenas de feridos. Os dois atiradores acabaram mortos após um confronto com policiais, no qual também morreu um agente das forças de segurança.
Quarta, 18 de Março de 2015 às 07:54, por: CdB