Um assaltante morreu, no início da madrugada desta quarta-feira, em confronto com policiais do 14º BPM (Bangu) ao ser flagrado tentando assaltar os passageiros do ônibus da Viação Ocidental LNV-9630, que fazia a linha 689 (Campo Grande-Méier) e passava pela Avenida Santa Cruz, nas proximidades da Favela do Sapo, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.
Antes de ser baleado, o assaltante ainda não identificado, mas descrito como negro com idade entre 20 e 25 anos, atirou contra o motorista do coletivo, César da Silva, 33 anos, porque ele não abriu a porta do veículo. César foi atingido no ante-braço e levado junto com o bandido para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, onde o assaltante morreu. O motorista foi medicado e permaneceu internado até o amanhecer.
Um patamo do batalhão de Bangu estava em deslocamento para a Estrada do Camboatá, em Deodoro, onde dois policiais do Batalhão de Polícia Ferroviária (BPfer) estariam sendo vítimas de assalto em uma falsa blitz, mas um veículo que trafegava na via, emparelhou com a viatura policial e o motorista informou que tinha acabado de ser vítima de uma tentativa de assalto e que o bandido estava dentro do ônibus.
Os policiais passaram a perseguir o ônibus, onde o bandido, armado com uma pistola Jericho 9 mm de fabricação israelense, já tinha anunciado o assalto. O coletivo foi interceptado pela viatura da polícia na localidade conhecida como Pedra Branca. O bandido estava na parte traseira do veículo com uma pistola na mão e se rendeu, mas, antes de entregar a arma, correu para o meio do ônibus atirando contra os policiais.
Em seguida, o assaltante deu vários tiros na direção do motorista que tinha saído do volante, mas esqueceu de abrir a porta e voltou para abrir. Um dos tiros atingiu o ante-braço do condutor do veículo. O bandido continuou atirando contra os policiais, que só revidaram com a certeza de que nenhum dos seis passageiros, nem o condutor, nem o cobrador estariam em risco. No confronto, o assaltante foi baleado e ficou fora de combate.
De acordo com os policiais, o bandido errou a maioria dos tiros porque atirava de forma errada. — Só não morri porque ainda não chegou a minha hora. O motorista do ônibus também deu sorte porque o bandido deu muito tiro nele e só acertou o ante-braço — contou um policial militar.
O cobrador do ônibus preferiu não se identificar, mas contou que houve pânico entre os passageiros que ficaram na mira da arma do bandido, que fazia disparos em todas as direções. Os seis passageiros e o cobrador se jogaram no chão para não serem atingidos.
O ônibus, com diversas perfurações, quatro delas feitas no párabrisa dianteiro com tiros disparados de dentro para fora na direção do motorista, foi levado para a 34ª DP (Bangu), onde o caso foi registrado. Depois de periciado, o carro foi liberado e rebocado para a garagem da empresa, em Senador Camará.