Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Homem tenta aplicar golpe utilizando nome de senador

Sexta, 21 de Novembro de 2003 às 16:32, por: CdB

O ex-diretor da Superintendência de Administração do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Sudema) da Paraíba, Sinfrônio Mariz, foi transferido e está preso no 6º Batalhão da Polícia Militar de Cajazeiras, a 461 km da capital. Ele estava preso em Pombal, acusado de tentar dar um golpe na prefeitura de Paulista, a 410 quilômetros de João Pessoa. Sinfrônio Mariz teria tentado extorquir dinheiro da Prefeitura, em troca de liberação de recursos do Ministério do Meio Ambiente, usando o nome do senador Ney Sussuna (PMDB-PB). Ao desconfiar do golpe, o prefeito de Paulista, Sabiniano Fernandes, entrou em contato com o senador, em Brasília.
 
Sinfrônio teria cobrado de R$ 1,2 mil a R$ 1,6 mil, dos R$ 76 mil que seriam repassados à Prefeitura de Paulista pelo Programa Nacional Agenda 21. O ex-superintendente foi indiciado por tentativa de estelionato e está à disposição da Justiça Estadual. O delegado que preside o inquérito, João Pereira Melo Júnior, disse que tem dez dias para concluir as investigações. - Vamos ouvir funcionários da prefeitura de Paulista, mandar periciar disquetes, e verificar as notas fiscais, os objetos encontrados com o ex-superintendente - que se diz dono da MZ Consultoria Empresarial Ltda, empresa de consultoria com sede em Campina Grande e filial em Natal - adiantou. Segundo o delegado, será confirmada a existência dessa firma e a existência de golpes aplicados por Sinfrônio em outras prefeituras da Paraíba e do Rio Grande do Norte. "Vamos ver ainda se há ramificação, quem mais está envolvido nesse esquema", disse.
 
O senador Ney Suassuna (PMDB), que está em João Pessoa, lamentou o ocorrido e disse que comunicou o caso à direção do Ministério do Meio Ambiente. Ele desconfia que, pelas informações que o acusado tem do Programa Agenda 21, possa existir, nesse caso, uma conexão de pessoas na Paraíba envolvidas no esquema, com ramificações em Brasília. - É preciso saber se Sinfrônio lidera uma quadrilha que costuma usar nomes de parlamentares no Congresso para retirar dinheiro de prefeituras no interior do Nordeste - afirmou.

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