O comerciante João Carlos Patrian, que manteve reféns no fórum de Ariquemes (RO), foi morto pela polícia no final da tarde desta sexta-feira. Na quinta-feira, após participar de uma sessão no fórum, Patrian rendeu seis pessoas para reivindicar a resolução de seus problemas judiciais.
Nesta sexta-feira, durante as negociações com a polícia, o comerciante seguiu com uma das vítimas até o município de Buritis, onde tinha um comércio de calçados e onde ocorreu o tiroteio. Patrian portava duas armas.
Segundo informações da Polícia Militar, ao chegar na cidade, Patrian libertou a refém e começou a atirar. Policiais do grupo de elite que acompanhavam o comerciante reagiram, e balearam o comerciante. De acordo com a polícia, não há registro de outra vítima.
Das seis pessoas rendidas, duas foram libertadas na quinta-feira. Na manhã desta sexta, ele concordou em trocar um terceiro refém por alimentos o café da manhã.
Ele deixou o fórum de Ariquemes no início da tarde, com duas reféns. O veículo foi guiado por uma pessoa que integrava a equipe de negociação. Uma das vítimas foi libertada ao chegar em Buritis.
Na cidade, ele chegou a parar em uma lanchonete. Por várias ocasiões, apontou a arma para a própria cabeça.
Depois, em meio às negociações, ele libertou a refém e passou a disparar diversos tiros, de acordo com a PM. Na reação, foi atingido.
Patrian pedia a resolução de seus problemas judiciais. A Polícia Militar afirmou que a maioria das ações contra ele é da área cível, relacionadas a cobranças de dívidas.
A ação teria sido motivada pela penhora judicial de seu carro, usado para chegar ao fórum, na manhã de quinta. Dentro do veículo havia um coquetel molotov, com pavio que chegou a ser aceso por Patrian. O artefato foi desativado. Os bombeiros afirmaram que não havia possibilidade real de explosão.
Ele, afirmou a polícia, era paciente psiquiátrico e tomava remédios controlados.
Homem que manteve reféns em Roraima é morto pela polícia
Sexta, 31 de Agosto de 2007 às 16:55, por: CdB