Francisco Cornejo, o descobridor do craque argentino Diego Maradona, tem 75 anos e vive na pobreza, mas assegura que jamais pediu nada ao melhor jogador da história do futebol da Argentina.
- Continuo sendo pobre, e isto porque descobri o melhor de todos - declarou Francisco ao diário argentino Olé, após dizer que jamais teve um carro, nem bicicleta. No entanto, ele disse se sentir rico por ter "pintado o quadro mais bonito do futebol", como ele mesmo declarou.
- Fui e sou humilde, pobre e lírico. Claro que quando vou ao mercado para comprar comida ou tenho de pagar os impostos, o lirismo não serve para nada. Entretanto, ao invés de pedir algo a Diego, o agradeço. Sinto-me pago por tê-lo visto. Posso morrer tranqüilo - destacou.
Cornejo é ex-funcionário do Banco Hipotecário Nacional e recebe o piso da aposentadoria mínima, além de receber um salário similar ao do roupeiro do Argentinos Juniors, ao qual sempre esteve vinculado, como assessor das divisões infantis.
Ao se lembrar da infância de Maradona, afirmou que junto com seu colaborador de toda a vida e amigo José Trotta o conduziram "pouco a pouco" com indicações técnicas.
Cornejo ainda relembrou um truque que ensinou a Maradona.
- Sempre que bater um pênalti, tome três metros de distância, olhando a bola. E um metro antes de chutar levante a cabeça e olhe para o goleiro - finalizou.