Rio de Janeiro, 03 de Outubro de 2026

Homem preso na Noruega admite ter disparado contra jovens

Sábado, 23 de Julho de 2011 às 09:22, por: CdB

A polícia norueguesa afirmou, no fim da tarde deste sábado (23/07), que o suspeito preso confessou ter atirado contra os jovens na ilha de Utøya. O norueguês, nomeado pela imprensa do país como Anders Behring Breivik, é acusado de abrir fogo no acampamento de verão do Partido Trabalhista, nesta sexta-feira, onde mais de 500 pessoas participavam do evento.

Breivik também é suspeito de ter explodido uma bomba no centro de Oslo, onde sete pessoas morreram. O atentado na capital ocorreu um pouco antes do massacre em Utøya, que totaliza, até o momento, 85 vítimas. Segundo a polícia, ainda há quatro ou cinco desaparecidos.

Ainda segunda a polícia, o atirador disparou contra os jovens durante uma hora e meia. Os policiais chegaram ao local 40 minutos depois de terem sido chamados. Sveinung Sponheim, da força policial norueguesa, afirmou que o suspeito não tentou resistir à voz de prisão.

Os investigadores procuram esclarecer se o atirador preso agiu sozinho. Há relatos de testemunhas de que uma segunda pessoa teria disparado contra os jovens na ilha de Utøya. A busca por corpos também prossegue – autoridades devem contar com a ajuda de um minisubmarino.

Relatos de sobreviventes

Adrian Pracon, de 21 anos, era um dos organizadores do acampamento e foi atingido por um tiro no ombro. Do hospital onde se recupera, ele narrou por telefone às agências de notícias detalhes do massacre.

Segundo Pracon, os jovens foram reunidos numa sala para receberem a notícia da explosão na capital. "Soubemos que um policial estava a caminho e pensamos que seria bom ter um policial na ilha, até que ele começou a atirar contra as pessoas. Todos começaram a correr, ninguém poderia acreditar no que estava acontecendo. Todos correram para salvar suas vidas e tentaram fugir nadando", contou. 

Depois de ferido, Pracon publicou um post no Twitter dizendo que havia um tiroteio na ilha e que havia mortos. O jovem contou que nadou por centenas de metros até começar a perder o fôlego. "Então eu tive que nadar de volta, e quase não consegui chegar. Quando cheguei, ele estava de pé, com a arma apontada para a minha cabeça. Eu rezei para ele não puxar o gatilho, e ele não atirou."

O sobrevivente afirmou que viu o atirador em ação três vezes: ele parecia "calmo, relaxado, no controle da situação", e "parecia ter saído de um filme". Pracon diz que o evento trágico não deve motivá-lo a desistir da política: "Nós continuamos lutando e estamos juntos, então nós iremos conseguir e agora nós seremos mais fortes do que nunca. Nós lutaremos por justiça."

NP/dpa/afp/rts/dpad

 

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