Ronivaldo Guimarães Furtado foi condenado pela Justiça a 52 anos de reclusão, em regime fechado, por torturar, estuprar e matar uma menina de 11 anos que trabalhou como babá em sua casa, em Belém (PA), em novembro de 2005.
Após 15 horas de julgamento, a sentença foi lida no início da madrugada desta terça-feira. O conselho de sentença da 2ª Vara Penal da Comarca de Belém considerou o réu culpado de homicídio qualificado, cárcere privado, estupro e porte ilegal de arma.
O advogado de Ronivaldo tentou convencer o júri durante o julgamento de que o réu teria problemas mentais e não poderia ser responsabilizado pelos seus crimes. A tese foi rejeitada. Um psiquiatra e um psicólogo ouvidos no júri atestaram que o réu tinha consciência de seus atos.
Roberta Sandreli, mulher de Furtado, já havia sido condenada a 38 anos de prisão por participação no crime, em agosto deste ano.
A menina de 11 anos havia saído de Colares (PA), para viver com Furtado e a esposa em Belém, onde cuidaria da filha de dois anos do casal. Segundo a denúncia, a garota passou a viver em cárcere privado e em 12 de novembro foi assassinada.
O laudo da necropsia revelou que ela foi estuprada, recebeu choques elétricos, sofreu queimaduras e foi espancada até morrer.
- A crueldade dos fatos imputados ao réu, norteados pelo infamante propósito e forma animalesca de executar a pequena vítima que, indefesa, viveu seus últimos dias diante de uma expectativa inapelável de terror, barbárie e morte, conduzem, inevitavelmente, ao mais profundo juízo de reprovabilidade -, afirmou o juiz Raimundo Moisés Alves Flexa na sentença.
Os advogados de defesa pedirão um novo júri, já que o Código de Processo Penal prevê esse direito para penas acima dos 20 anos.
Homem é condenado a 52 anos de prisão por matar menina de 11 anos
Terça, 05 de Dezembro de 2006 às 10:33, por: CdB