Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Homem condenado à morte oferece corpo para estudos

Segunda, 13 de Outubro de 2003 às 20:46, por: CdB

Um homem de São Diego condenado pelo assassinato de dois garotos se ofereceu para ser um objeto vitalício de pesquisa científica caso o júri poupe sua vida durante a fase de definição da sentença de seu julgamento, que começa na terça-feira. O júri condenou Scott Erskine em 1 de outubro por molestar, torturar e estrangular Charlie Keever, 13, e Jonathan Sellers, 9, em 1993.

Na terça-feira, o júri começará uma audiência para decidir se recomendará prisão perpétua ou pena de morte para Erskine, 40, que cumpria 70 anos de pena por estuprar uma mulher quando evidências de DNA o ligaram ao assassinato dos rapazes.

Em declarações na semana passada, os advogados de Erskine afirmaram que seu cliente concordou em se submeter à pesquisas "para que possam (os cientistas) entender melhor as causas e origens do comportamento violento".

Erskine também concordou em abrir mão de apelações, pedidos de perdão e comutações de sua sentença, além de direitos de privacidade, se o júri recomendar sentenças consecutivas na prisão sem a possibilidade de condicional pelos dois assassinatos, segundo os advogados. Os promotores rejeitaram a oferta de Erskine de se declarar culpado dos assassinatos logo após ele ter sido acusado formalmente em 2001.

Os advogados não esclareceram como apresentarão a singular proposta, acredita-se que seja a primeira do tipo, aos jurados. Na sexta-feira, a promotora pública Valerie Summers disse que Erskine deverá fazer o pedido por si só. "Se o réu quer implorar por sua vida, deixemos ele se apresentar e fazê-lo", disse Summers no tribunal.

Tags:
Edições digital e impressa