A disputada campanha eleitoral da Nova Zelândia encaminhava-se para um final apertado nesta quinta-feira, mas o processo foi ofuscado por um homem que ameaçou detonar explosivos em seu corpo se a primeira-ministra Helen Clark não falasse com ele.
Esse foi o primeiro grande incidente de segurança na campanha e aconteceu horas depois que o Banco Central anunciou a manutenção da taxa de juros, apesar de manifestar preocupação com os custos das promessas de gastos e de cortes de impostos. A taxa é de 6,75%, a mais alta entre os países industrializados.
As últimas pesquisas de opinião para a votação de sábado indicam uma batalha dura entre o governo de centro-esquerda, liderado pelos trabalhistas, e o principal grupo de oposição, o Partido Nacional, liderado pelo ex-presidente do banco central Don Brash.
Um eslovaco de 57 anos entrou em um hotel em Tauranga, a 410 km norte da capital Wellington, com duas malas e uma mochila e ameaçou se explodir. A polícia deu início a negociações com ele e o drama, que provocou a retirada de cerca de 2.000 pessoas da área, continuou durante a noite (horário local). O gabinete de Clark disse que ela está informada sobre o incidente.
Tauranga vem sendo o cenário de uma dura disputa entre o candidato Bob Clarkson, do Partido Nacional, e Winston Peters, o polêmico líder do partido Nova Zelândia Primeiro.
Peters disse nesta semana que seu oponente foi alvo de uma acusação de assédio sexual há três anos. Clarkson, empresário milionário descrito pelos próprios líderes do partido como um "diamante bruto", negou a acusação.
Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira - baseada em quatro sondagens diferentes - mostrou os trabalhistas na frente, com 40,6% das intenções de voto, e o Partido Nacional, com 39,4%.