Um homem armado matou onze trabalhadores chineses no Afeganistão nesta quinta-feira, em um dos piores ataques a estrangeiros no país desde 2001, quando o regime do Talibã foi derrotado.
O crime aconteceu no sul da cidade de Kunduz. O governo local culpou militantes que buscam desestabilizar o governo do presidente Hamid Karzai. O Talibã, o maior opositor do governo, negou que tenha participação neste ataque.
"Certamente este foi um ataque político", afirmou o governador de Kunduz, Mohammad Omar.
O governo chinês condenou o ataque, classificando-o de um "brutal ataque terrorista", mas informou que não pretende retirar seus trabalhadores do Afeganistão.
A China, no entanto, solicitou ao governo do país que investigue o ataque e que os culpados sejam punidos. Centenas de trabalhadores chineses da construção civil estão no Afeganistão, sendo que mais de 120 só em Kunduz.