Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Hollywood diz que perdeu US$718 mi com pirataria na Ásia em 2003

Segunda, 06 de Dezembro de 2004 às 12:09, por: CdB

A crescente pirataria de filmes na região Ásia-Pacífico custou a produtores de cinema ocidentais mais de 718 milhões de dólares em receita perdida em 2003, sendo que em 2000 os prejuízos tinham sido de 574 milhões, anunciou a Associação do Cinema dos EUA (MPA).

A MPA, que representa sete dos maiores estúdios de Hollywood, disse em comunicado à imprensa no final de semana que o número de DVDs piratas apreendidos por iniciativa dela em 14 países da região Ásia-Pacífico e em Hong Kong passou de nenhum, em 1998, para mais de 16 milhões em 2003.

Cerca de 84 por cento dos discos óticos piratas apreendidos em todo o mundo no ano passado foram confiscados na região, além de cerca de 75 por cento dos DVDs piratas apreendidos em todo o mundo, disse a jornalistas o diretor regional da MPA, Michael Ellis.

A MPA apresentou uma lista dos índices de pirataria de filmes na região, que varia de 8 por cento, na Austrália, a 100 por cento no Vietnã.

Ellis disse que o índice de pirataria da China em 2003 e em 2001 (95 por cento e 88 por cento, respectivamente) é fruto não tanto da falta de repressão à atividade ilegal quanto da política chinesa de limitar o número de filmes estrangeiros exibidos no país.

"A China autoriza apenas 20 filmes estrangeiros a serem exibidos publicamente no país a cada ano, e no ano passado 15 deles eram filmes de Hollywood", disse ele.

Para o diretor, os membros da MPA perderam estimados 178 milhões de dólares de receita potencial na China e 147 milhões no Japão em função da pirataria.

"A pirataria custou à MPA mais de 3,5 bilhões de dólares no ano passado, e temo que esse prejuízo ainda vá aumentar. É verdade que alguns países contiveram e reduziram o problema, mas em outros ele está aumentando", disse ele.

A MPA disse que auxiliou a polícia na condução de quase 13 mil operações de apreensão na região Ásia-Pacífico em 2003, abriu quase 9.100 ações na justiça e foi responsável pela apreensão de cerca de 44 milhões de discos ilegais.

"Precisamos apelar para o público para que reconheça e rejeite o comportamento criminoso. Se conseguirmos reduzir e barrar a pirataria, a indústria toda do cinema vai continuar a crescer e se fortalecer."

Tags:
Edições digital e impressa