Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Hollywood acredita no sucesso 'Farenheit 9/11'

Segunda, 24 de Maio de 2004 às 01:07, por: CdB

A Casa Branca chamou o filme 'Farenheit 9/11', de Michael Moore, de 'ridicularmente falso', mas Hollywood está vibrando com o documentário que ataca duramente o presidente americano George W. Bush.

Em entrevista na última semana para o 'New York Times', o assessor de comunicação da Casa Branca, Dan Barlett, disse que 'Farenheit 9/11' era 'extremamente falso e não merecedor de comentários'.

Nada que tire o entusiasmos de especialistas da indústria cinematográfica.

Um dia depois de o filme ganhar a Palma de Ouro em Cannes, na França, a indústria cinematográfica mostrou, neste domingo, que a polêmica com o filme só irá contribuir para sua bilheteria.

- Eu acredito que será um enorme sucesso - disse o veterano diretor de documentários, D.A. Pennebaker, autor de vários filmes, como o vencedor do Oscar de 1992 'The War Room'.
 
- Tudo isso gerou uma grande publicidade para o filme.

O presidente da distribuidora IDP, Michael Silberman, disse que Moore tem um talento especial de se auto-promover.

- Todo mundo na América está sabendo do filme. Se ainda não sabem, saberão - disse Silberman, que lançou recentemente o documentário 'Super size me' sobre os perigos do fast-food.

'Tiros em Columbine', o filme anterior de Michael Moore que ganhou o Oscar de melhor documentário ano passado, é o longa do gênero de maior sucesso nos EUA até agora. O filme arrecadou no país US$ 21,5 milhões no total. Já 'Farenheit', deverá bater este número, diz executivos da indústria.

- Gostando de Harvey (Harvey Weinstein, presidente da Miramax, que tem os direitos do filme) ou não, o que interessa é que ele é um duro democrata e colocará seu filme em exposição. Isso vai ajudar a fazer muito dinheiro - disse o presidente de distribuição em Nova York do estúdio independente Manhattan Pictures, T.C. Rice.

Para o presidente da firma da Exhibitor Relations, Paul Dergarabedian, o filme deverá ter forte influência nas eleições à presidência em novembro nos EUA.

- Quando as pessoas gostam de falar sobre o filme, elas querem assisti-lo para entender toda o barulho em torno dele. Em um ano de eleição, isso tudo terá mais apelo diante das pessoas porque de qualquer modo o filme é político - disse Dergarabedian.

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