Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Holanda comemora bastismo da princesa Catharina, a futura rainha

Sábado, 12 de Junho de 2004 às 11:07, por: CdB

 

Haia viveu hoje, sábado, com entusiasmo o batismo, pelo rito protestante e com água procedente do rio Jordan, da princesa Catharina Amalia, primogênita do herdeiro Willem Alexander e Maxima Zorriguieta, ao que assistiram os pais da argentina.

A princesa Catharina Amalia Beatriz Carmen Victoria, vestida a rigor e com um longuíssimo xale de cor bege claro, não chorou quando o pároco Carel ter Linde molhou sua cabeça com a água, que recebeu tranquilamente e com um bocejo.

Apesar de os príncipes de Orange insistirem desde o nascimento de sua filha, no dia 7 de dezembro, que lhe dariam uma infância "o mais normal possível", hoje não puderam evitar a grande expectativa que desperta o batismo da futura rainha.

Assim, seus padrinhos e madrinhas não evitaram seu futuro como rainha quando desejaram à menina "otimismo e amizade", "modéstia para reconhecer teus erros", "saúde e felicidade", "ajuda para ultrapassar fronteiras", "força para agüentar as tristezas e problemas que teu futuro te deparará" e "espaço para ser você mesma".

As madrinhas foram Victoria da Suécia, afilhada da rainha Beatrix, e a amiga de Maxima, a argentina Samantha van Welderen, Baronesa Rengers-Deane.

Como padrinhos atuaram Martín Zorreguieta, irmão de Maxima, o príncipe Constantino, terceiro filho da rainha Beatrix, além do presidente do Conselho de Estado, Herman Tjeenk, e Marc ten Haar, um amigo de infância do príncipe William.

A que levará a Coroa da Holanda depois do reinado de seu pai, o príncipe, foi batizada em uma cerimônia festiva, na qual cantou o Coro Infantil Nacional, mas em ambiente totalmente familiar e privado.

No entanto, a grande afluência da imprensa, fotógrafos de todo o mundo e inclusive a transmissão ao vivo pela televisão holandesa da cerimônia na Igreja de San Jacobo, onde também foi batizado o príncipe William, lembraram a todo momento que a "normalidade" da infância da princesa Amalia está em oposição com o interesse público que o sangue azul desperta.

As câmaras não perderam detalhe nem da cerimônia, nem do glamour, que também não faltou na ocasião.

Inclusive um dos focos de uma câmara de televisão produziu um certo cheiro de queimado, por sua intensidade.

Maxima, espetacular, luzia um vestido branco de jaqueta e saia rematada com véu e com um enfeite cabeça de plumas em cor bege.

A rainha Beatrix, por sua vez, usava um traje simples, com saia branca, jaqueta estampada com temas florais rosas e um chapéu também rosa enfeitado com uma flor.

A mãe de Maxima escolheu um vestido branco que levava sob um casacp bege com estampado de plantas, além de um chapéu também branco.

A igreja estava decorada com flores de tons rosados que davam um ambiente festivo ao templo, onde um mural de mais de mil desenhos pintados por escolares de Haia estava pendurado em uma das paredes simulando a forma de um enorme xale batismal.

O caráter familiar da celebração também permitiu aos pais de Maxima Zorreguieta estarem presentes no batismo de sua neta, sentados ao lado da rainha Beatrix, o que não ocorreu no casamento de sua filha, em fevereiro de 2002.

O motivo dessa ausência foi a polêmica desatada na Holanda pelo passado de Jorge Zorreguieta, o pai de Maxima, que foi secretário de Estado de Agricultura durante a ditadura argentina do General Videla (1976-83).

Para protestar pela presença dos Zorreguieta, a associação "Filhos", que vela pela não memória dos filhos das Mães de Maio de Buenos Aires, assassinados ou desaparecidos durante a ditadura argentina, se manifestaram nas imediações da igreja de San Jacobo durante o batismo.

"Quando passam os convidados a polícia se põe ante nós para que não vejam nossos cartazes", explicou à EFE Alejandra Slutzky, porta-voz da associação.

Entre os cerca de 1.200 convidados à cerimônia havia políticos e ministros, a Família Real holandesa completa, co

Tags:
Edições digital e impressa