A História vai estar nas telas na próxima edição do New York Film Festival. O evento de cinema mais importante da cidade, que tem dezenas deles a cada ano, terá desta vez uma série de produções baseadas em acontecimentos históricos.
De acordo com o diretor de programação do festival, Richard Peña, nunca há um tema específico para evento, mas este ano é possível refletir sobre como a história é "tratada, recriada e expressada nas telas e na arte".
A análise pode ser feita desde a noite de abertura, em 23 de setembro, que vai ser com a exibição de <i>Good Night, and Good Luck</i>.
O novo projeto na direção do ator George Clooney mostra os confrontos entre o âncora Edward R. Murrow, da emissora de TV CBS, com o senador Joseph McCarthy, durante o período de "caça às bruxas" (comunistas, principalmente) do governo americano, nos anos 50.
A 43ª edição do festival também vai ter em sua programação filmes como <i>Capote</i>, de Bennett Miller, sobre a pesquisa do escritor (interpretado por Philip Seymour Hoffman) para o livro clássico <i>A sangue frio</i>.
Outro destaque é <i>Manderlay</i>, o segundo filme da trilogia de Lars Von Trier iniciada com <i>Dogville</i>. A fita trata do legado da escravidão no Sul dos Estados Unidos nos anos 30. A produção tratada como a principal do evento vai ser Breakfast on Pluto, de Neil Jordan, em que Cillian Murphy faz o papel de um travesti irlandês que faz shows de cabaré na Londres dos anos 60.
Steven Soderbergh vai apresentar seu trabalho mais recente, <i>Bubble</i>, o primeiro de um projeto de seis filmes rodados em vídeo digital de alta definição.
O filme, um thriller de mistério sobre um assassinato, vai estrear simultaneamente nos cinemas, na TV e no mercado de DVD. Outros diretores consagrados que vão ter trabalhos exibidos no festival são Michael Winterbottom, com <i>A cock and bull story</i>, uma adaptação do romance Tristram Shandy, de Laurence Sterne; Patrice Chereau, com <i>Gabrielle</i>, produção estrelada por Isabelle Huppert; e Michael Haneke, com <i>Cache</i>, que levou o prêmio de melhor direção em Cannes este ano e vai ser o filme de encerramento da mostra.
O país com maior representação relativa no festival nova-iorquino é a Coréia do Sul, cuja indústria de cinema tem ganhado cada vez mais importância na última década. Três produções do país vão ser exibidas: <i>Sympathy for Lady Vengeance</i>, de Park Chan-wook, <i>The president's last band</i>, de Im Sang-soo, e <i>A tale of cinema</i>, de Hong Sang-soo.
Também ganharam destaque na programação os filmes do Leste Europeu, como <i>The death of Mr. Lazarescu</i>, da Romênia, <i>I Am</i>, da Polônia, e <i>Something like happiness</i>, da República Checa.
Nenhum filme latino-americano faz parte da mostra principal. Mais de 1,7 mil produções foram vistas durante o processo de seleção. O festival vai ser realizado até 9 de outubro nos cinemas do Lincoln Center. Os ingressos começam a ser vendidos em 11 de setembro para o público em geral.