Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Hisbolá garante a segurança de Damasco

Sexta, 04 de Março de 2005 às 04:02, por: CdB

O grupo libanês xiita Hisbolá (partido de Deus), se comprometeu a "garantir a segurança estratégica de Damasco" se o governo sírio decidir retirar seus 15.000 soldados do Líbano, como exige a comunidade internacional.

- A presença síria é uma necessidade que impõe o conflito com Israel. Estamos dispostos a encontrar um acordo entre libaneses e sírios e assumir a segurança estratégica de Damasco no caso de retirar suas tropas. - disse o deputado do Hisbolá Mohamad Fneich em uma entrevista publicada, nesta sexta-feira, no jornal <i>L'Orient-Le Jour</i>.

Fneich, cujo partido está estreitamente ligado ao governo sírio, põe condições para a retirada e exige que a oposição libanesa, cujas reivindicações classifica de "proibitivas", ponha "as cartas sobre a mesa" e revele suas intenções a respeito do Hisbolá e o papel que teria no futuro do Líbano.

A oposição libanesa responsabiliza Damasco e o regime pró-sírio de Beirute pelo assassinato em 14 de fevereiro, do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri, e exige que a Síria retire suas tropas e seus serviços de inteligência do território libanês.

Também pede a formação de um governo neutro que supervisione as eleições legislativas, previstas para maio.

Além disso, a oposição quer a demissão dos principais responsáveis pela segurança, os quais acusa de envolvimento no assassinato de Hariri, por "ordem de Damasco".

Os grupos opositores enviaram emissários para que negociem com o Hisbolá e tentem encontrar uma solução para a crise.

A comunidade xiita, a maior do Líbano, permaneceu afastada até agora da mobilização popular que exige a independência do Líbano e que conseguiu, na segunda-feira passada, que o governo do pró-sírio de Omar Karame se demitisse.

O líder druso Walid Yumblatt, chefe da oposição, disse que "A guerra fria terminou. Chegou o momento de abrir uma nova página para que emerja um novo Líbano. A história está em andamento e ninguém poderá detê-la", disse o líder druso em uma entrevista à televisão libanesa LBC.

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