A Associação Paulista de Medicina (APM) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) promovem, nos dias 7 e 8 de outubro, o V Simpósio Brasileiro de Hipertermia Maligna. Além do tema central, também serão tratadas outras situações em que há aumento da temperatura (hipertermia) e alto risco de morte (maligna), como a hipertermia após esforço físico ou por drogas e medicamentos.
Coordenado pelos doutores José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM, presidente-futuro da Associação Médica Brasileira e vice-presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (Saesp), e Helga Cristina Almeida da Silva, coordenadora do Centro de Estudo, Diagnóstico e Investigação de Hipertermia Maligna (CEDHIMA), o evento reunirá especialistas em anestesiologia de todo o país, além de convidados internacionais. Entre eles está o dr. Vincenzo Tegazzin, coordenador do ambulatório de diagnóstico e prevenção da hipertermia maligna e síndrome neuroléptica maligna, da Universidade de Padova, Itália. Ele abordará também as principais complicações da anestesia em doenças neuromusculares.
Rara, mas nem tanto
Segundo descrição técnica, a hipertermia maligna é "uma síndrome de origem farmaco-genética que se manifesta, normalmente, quando seu portador é submetido a um fator desencadeante durante uma anestesia geral. Entre as principais características encontram-se a elevação do gás carbônico expirado, rigidez muscular, hipertermia e taquicardia. O quadro clínico pode evoluir para choque irreversível e morte se não diagnosticado e tomadas, a tempo, devidas providências".
A incidência da hipertermia maligna, de acordo com Helga Silva, é de um caso a cada 15 mil anestesias em crianças, e a cada 50 mil anestesias em adultos:
- Isso pode dar a falsa impressão de uma doença rara, mas cada pessoa suscetível representa todo um grupo familiar em que 50% das pessoas podem ter hipertermia maligna, pois a transmissão genética da doença é do tipo dominante. Além disso, se o paciente com hipertermia maligna nunca for exposto aos agentes desencadeantes da crise na sua vida, nem ele nem seus familiares saberão que têm o problema".
A principal preocupação com a síndrome é a precocidade do diagnóstico, para que, se possível, seja interrompida a administração do anestésico capaz de desencader a reação para a síndrome.
- Infelizmente, o paciente com hipertermia maligna enfrenta grandes dificuldades não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, devido ao fato de ser uma doença descrita há relativamente pouco tempo (1960) e ainda ser pouco conhecida pela sociedade - afirmou.
Serviço
V Simpósio Brasileiro de Hipertermia Maligna
Data: 7 e 8 de outubro
Horários: Dia 7, das 19h30 às 22h; e dia 8, das 8h às 19h
Local: Associação Paulista de Medicina (APM)
Endereço: av. Brigadeiro Luís Antonio, 278 - São Paulo - SP
Informações e inscrições: (11) 3188-4248