Hillary recomenda US$25 mi em ajuda dos EUA a rebeldes líbios
Por Tabassum Zakaria
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos estão se mobilizando para conceder aos rebeldes líbios 25 milhões de dólares em ajuda médica, aparelhos de rádio e qualquer outro tipo de auxílio que não inclua armas, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, na quarta-feira.
O país tomou a decisão no momento em que forças da oposição engajadas em derrubar o líder líbio Muammar Gaddafi estão envolvidas em violentos combates com tropas favoráveis ao governo atual.
Autoridades norte-americanas estão preocupadas com a situação humanitária no reduto rebelde de Misrata, onde se acredita que centenas de pessoas foram mortas e há falta de alimentos e suprimentos médicos.
"Estamos avançando para autorizar até 25 milhões de dólares em produtos não-letais e serviços para ajudar o Conselho Nacional de Transição e nossos esforços para proteger civis e as áreas povoadas por civis que estão sob ameaça de ataques", afirmou Hillary em entrevista coletiva.
A ajuda incluiria itens que o governo norte-americano já tem em estoque, como suprimentos médicos, uniformes, botas, barracas, rádios e refeições halal (para muçulmanos).
"Não há novas compras. Não é um cheque em branco", afirmou Hillary.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda deve assinar a recomendação, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.
O compromisso dos EUA foi assumido depois que França e Grã-Bretanha disseram que enviarão assessores militares para ajudar os rebeldes a melhorar sua organização e comunicação.
Obama permanece contrário ao envio de tropas terrestres dos EUA à Líbia, mas apoia a decisão francesa e britânica de despachar assessores militares, informou a Casa Branca.
Hillary descreveu os rebeldes líbios como, principalmente, empresários, estudantes, advogados, médicos e professores que têm sido encorajados por revoltas contra governos autoritários em outros lugares no norte da África e do Oriente Médio.
"Essa oposição que tem se mantido contra um ataque brutal por parte das forças de Gaddafi não é uma milícia organizada", afirmou.
Reuters