Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Hillary diz que Obama terá nova política para o Irã

Terça, 13 de Janeiro de 2009 às 16:35, por: CdB

A senadora Hillary Clinton disse na terça-feira que o governo de Barack Obama não descartará nenhuma opção ao lidar com o Irã, mas que há intenção de adotar "uma abordagem nova, talvez diferente" em relação ao programa nuclear do país.

- O que tentamos até agora não funcionou - disse ela numa sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado, necessária para sua confirmação como futura secretária de Estado. Questionada se tal revisão incluía a abertura de representação diplomática em Teerã, algo que o governo Bush chegou a propor, mas não realizou, ela disse que sim.

- Vamos nos voltar para eles com mais diligência e atenção - afirmou ela, sem citar prazos.

- Nenhuma opção está descartada - ressaltou Hillary, usando uma expressão que habitualmente refere-se à possibilidade da ação militar.

O governo Bush e seus aliados conseguiram aprovar várias sanções da ONU contra o programa nuclear do Irã, algo que, segundo Hillary, deve continuar valendo no governo Obama.

- Faremos tudo o que pudermos por meio da diplomacia, pelo uso de sanções, pela criação de coalizões melhores com países que acreditamos que também tenham uma grande participação em evitar que o Irã se torne uma potência com armas nucleares - disse Hillary.

Ela se mostrou cautelosa quanto aos resultados. "Não temos ilusões de que, mesmo com um novo governo tentando abordar o Irã de uma forma que possa influenciar seu comportamento, possamos prever os resultados. Mas o presidente eleito está comprometido com esse rumo e vamos tomá-lo."

Ela também manifestou apoio às negociações pluripartites para restringir o programa nuclear da Coreia do Norte.

- É uma instância que o presidente eleito e eu acreditamos que tenha mérito, mas também fornece uma oportunidade (...) para contatos bilaterais entre a Coreia do Norte e Estados Unidos - disse ela. As negociações pluripartites envolvem as duas Coreias, China, Japão, Rússia e EUA.

Graças a esse processo, em 2005 Pyongyang aceitou abandonar seu programa nuclear em troca de ajuda econômica, mas em 2006 o regime comunista testou um artefato nuclear, e desde então protela o desmantelamento do seu programa de enriquecimento de plutônio. Hillary disse que a abordagem multilateral também será revista.

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