Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Hillary diz que Gaddafi testa determinação da Otan

Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton exortou a Otan nesta quinta-feira a manter sua unidade, dizendo que o líder líbio Muammar Gaddafi está tentando testar o empenho da aliança na campanha aérea conduzida pelo Ocidente contra suas forças.

Quinta, 14 de Abril de 2011 às 09:09, por: CdB
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Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton exortou a Otan nesta quinta-feira a manter sua unidade, dizendo que o líder líbio Muammar Gaddafi está tentando testar o empenho da aliança na campanha aérea conduzida pelo Ocidente contra suas forças. – À medida que nossa missão prossegue, manter nosso empenho e nossa unidade só se torna mais importante. Gaddafi está testando nossa determinação – disse Hillary em comentários preparados para um encontro de ministros das Relações Exteriores da Otan em Berlim em meio a sinais de tensão dentro da aliança. Hillary discursou depois que a França e a Grã-Bretanha disseram que a Otan precisa fazer mais para impedir que as forças de Gaddafi ataquem cidades grandes e pequenas em poder dos rebeldes. Ela afirmou que a coalizão internacional está "aumentando a pressão e aprofundando o isolamento do regime de Gaddafi", e pediu esforços para "apertar o cerco àqueles que o cercam." Hillary reafirmou o comprometimento dos Estados Unidos com a campanha militar, mas não chegou a assinalar um papel maior para seu país, e exortou maior pressão política, diplomática e econômica para forçar a renúncia do líder líbio. – Precisamos ver Gaddafi sair. Só então pode ocorrer uma transição viável – sentenciou. Forças da Otan Enquanto Hillary discursava em Berlim, rebeldes líbios alertavam nesta quinta-feira para a ameaça de um " massacre" em Misrata pelas tropas leais ao líder líbio Muammar Gaddafi caso a Otan não intensifique seus ataques nesta cidade. O alerta acontece depois de um pesado ataque de leais a Gaddafi numa área residencial perto do porto controlado pelos rebeldes. O ataque deixou 23 mortos, incluindo três egípcios, e segundo os rebeldes, as forças do governo estavam disparando contra civis. – O número de mortos aumentou para 23 e dezenas estão feridos. Os mortos são civis e a maioria são mulheres e crianças. Sabemos agora que ao menos três egípcios morreram no ataque – disse, por telefone, um porta-voz rebelde que se identificou como Gemal Salem. Outro porta-voz dos rebeldes, que se identificou como Abdelsalam, por telefone de Misrata, denunciou "um massacre... vai acontecer aqui se a Otan não intervir fortemente". A França e o Reino Unido, que lideram a coalizão de ataques aéreos contra as forças de Gaddafi, estão cada vez mais frustrados com a falta de apoio entre outros membros da aliança militar. Os rebeldes que defendem Misrata, seu último grande enclave no oeste da Líbia e que tem sido cena de pesados combates nas últimas semanas, estão preocupados com a ausência de uma estratégia militar clara para tirar Gaddafi do poder. Mubarak No vizinho Egito, a saúde do ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak, está estável, mas não melhorou, e não há planos por enquanto para transferi-lo do balneário de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, disse uma fonte do Exército nesta quinta-feira. – A saúde de Mubarak no momento é estável, mas não melhorou. Não há planos de transferir Mubarak de Sharm el-Sheikh no momento – disse a fonte à agência inglesa de notícias Reuters, acrescentando que o ex-presidente, deposto por um protesto popular em 11 de fevereiro, estava comendo muito pouco. Uma fonte médica de Sharm el-Sheikh, onde Mubarak está no hospital, disse na quarta-feira que a condição de Mubarak era "instável". Ele foi detido por 15 dias para ser interrogado em uma investigação sobre suborno e morte de manifestantes. O Egito não aprovou o uso de força militar da Otan na Líbia.
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