Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Hillary diz que ainda não é hora de impor sanções ao Irã

Terça, 13 de Outubro de 2009 às 09:30, por: CdB

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse na terça-feira que ainda não é hora de impor novas sanções ao Irã por causa do seu programa nuclear, e elogiou a ajuda da Rússia para tentar resolver a questão.

Em sua primeira visita à Rússia desde que assumiu o cargo, Hillary disse ter ouvido do presidente Dmitry Medvedev que as sanções contra o Irã poderiam ser inevitáveis.

– Mas ainda não estamos nesse ponto. Não é uma conclusão à qual chegamos. E queremos deixar muito claro que nossa preferência é que o Irã trabalhe com a comunidade internacional (...) para cumprir suas obrigações a respeito de inspeções (da ONU em instalações nucleares) – afirmou ela.

Na entrevista coletiva que concedeu ao lado do colega Sergei Lavrov, ela preferiu minimizar as diferenças com Moscou e ressaltar a cooperação em questões como o desarmamento nuclear e a defesa antimísseis.

– Eu me sinto bem a respeito do chamado reinício – disse Hillary, referindo-se à promessa do presidente Barack Obama de "reiniciar" as relações entre os dois países.

Lavrov reiterou a posição russa de que seria contraproducente falar de sanções ao Irã neste momento, e que os esforços internacionais deveriam estar focados na diplomacia.

Em reunião com grandes potências no começo do mês em Genebra, o Irã aceitou que especialistas da ONU visitem uma recém-revelada fábrica de enriquecimento de urânio na localidade de Qom.

Autoridades qualificaram o encontro como produtivo, mas Hillary alertou no domingo que o mundo não poderia esperar indefinidamente até que o Irã prove que não está desenvolvendo armas nucleares, conforme suspeita o Ocidente.

As relações entre Rússia e EUA entraram num momento mais positivo com a recente decisão norte-americana de não construir um escudo antimísseis no Leste Europeu, um projeto que vinha do governo de George W. Bush e era muito malvisto em Moscou.

Mas diplomatas dizem que, em troca, os EUA agora querem mais cooperação da Rússia em diversas questões internacionais, como a guerra do Afeganistão, a defesa antimísseis e um tratado de redução de arsenais nucleares.

Lavrov disse que já houve um "progresso considerável" nas negociações por um novo tratado bilateral que reduza os arsenais de armas nucleares estratégicas. Ambos os lados pretendem concluir esse acordo até dezembro, para que ele substitua o histórico tratado Start, da época da Guerra Fria.

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