Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 2026

Hillary Clinton não quer ser presidente dos EUA

Sexta, 04 de Julho de 2003 às 08:04, por: CdB

A ex-primeira-dama americana Hillary Clinton se sente "honrada" de que já a vejam "como presidente" e, embora não tenha "a mínima intenção" de ser candidata, isso confirma que "está próximo o dia" no qual uma mulher assumirá a presidência dos Estados Unidos. - Isso seria muito bom para as mulheres e, sobretudo, para meu país - garante a senadora de Nova York e esposa de Bill Clinton em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal francês Le Figaro. A eventual candidatura à presidência de Hillary Clinton, que visitou Paris recentemente para lançar sua autobiografia Living History, foi destacada pela primeira-dama francesa, Bernadette Chirac. A esposa de Jacques Chirac, que considera Hillary Clinton "muito valente", mostrou seu desejo de que a senadora se candidate e ganhe, o que seria "um formidável impulso para que as mulheres do mundo se comprometam na política". A autobiografia, intitulada em francês Mon histoire, já ocupa a primeira posição na lista dos livros mais vendidos nos EUA depois de ser lançado em 9 de junho, e deve virar sucesso de vendas também na França. Hillary Clinton conta no livro diferentes aspectos de sua infância, sua carreira política e sua vida nos oito anos da presidência de seu marido (1993-2001), incluindo alguns de seus dias mais duros, como o "caso Lewinsky", ou seja, a aventura de seu marido com uma estagiária da Casa Branca. - Este livro é minha história, de um ponto de vista pessoal e político porque esta é a minha vida. Meu compromisso militante começou em minha juventude e por isso não eu podia deixar de falar dos meus anos na Casa Branca - explica a senadora. A mulher do ex-presidente Clinton insiste em que o caso de Monica Lewinsky fez parte de "uma campanha perfeitamente organizada e generosamente financiada" e foi "deliberadamente explorado pelo Partido Republicano para acabar com a presidência democrata". Hillary também fala da situação política internacional e da posição da atual Administração americana, presidida pelo republicano George W. Bush. Sobre o Iraque, Hillary explica que votou a resolução favorável à guerra porque foi persuadida pela Casa Branca sobre o perigo representado pelas armas de destruição em massa supostamente em poder de Saddam Hussein, "mas em vista da atual e forte polêmica sobre sua existência me parece absolutamente necessária uma investigação do Congresso". A ex-primeira-dama americana apóia a posição de Bush sobre o presidente palestino, Yasser Arafat, como líder de seu povo. "Devemos apoiar Abu Mazen, que representa uma nova geração", afirmou. Para Hillary, as divergências entre França e Estados Unidos suscitadas pelo conflito do Iraque "podem ser superadas".

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