Por Rui Martins - "Está na hora de Kadafi partir", disse Hillary Clinton, em Genebra, acentuando que nenhuma hipótese é excluída contra Gaddafi, se continuar a atirar contra seu povo.
Essa declaração é levada a sério, pois os EUA estão deslocando forças navais para a proximidade do litoral líbio, enquanto, em Londres, David Cameron não exclui intervenção militar para evitar o uso de aviões por Gaddafi contra os líbios revoltados.
Segunda, 28 de Fevereiro de 2011 às 17:29, por: CdB
A secretária de Estado americana Hillary Clinton, saudou, em Genebra, no Conselho dos Direitos Humanos, a juventude em revolta no mundo árabe, apelou para a comunidade internacional exigir o respeito aos direitos humanos no Irã e não excluiu o uso de ação militar se Gaddafi continuar a atirar contra seu povo.
Durante a sessão ministerial do Conselho, Hillary disse que Gaddafi terá de prestar contas e definiu também como tirania as reações do governo iraniano contra seus contestadores, denunciando o ditador líbio por ter recorrido a mercenários e bandidos, a fim de fazer face à contestação popular. « Está na hora de Gaddafi partir », disse Hillary Clinton, acentuando que nenhuma hipótese é excluída contra Gaddafi, se continuar a atirar contra seu povo.
Essa declaração é levada a sério, pois os EUA estão deslocando forças navais para a proximidade do litoral líbio, enquanto, em Londres, David Cameron não exclui intervenção militar para evitar o uso de aviões por Gaddafi contra os líbios revoltados.
A secretária de Estado qualificou igualmente de imperativo estratégico o apoio às transições nos países árabes, afirmando que « os EUA estão prontos a apoiar uma transição na ordem, pacífica e irreversível. Nisso nossos valores e nossos interesses convergem », afirmou prometendo apoio econômico aos países em transformação.
Segundo Hillary as reformas no Egito deverão ser concretas antes das eleições, com reforma constitucional, libertação de prisioneiros políticos e fim do estado de urgência. Seu principal alvo foi o Irã, acusando seu governo de ter também determinado tiros contra manifestantes pacíficos e ataques aos militantes dos direitos humanos.
Os EUA vão propor, disse ela, no Conselho de Direitos Humanos a criação de um relator especial sobre o Irã. Para ela, o Irã deve também ser alvo de uma mensagem forte, como ocorreu com a Líbia, que segundo ela, deverá ser suspensa do Conselho de Direitos Humanos.
A chefe da diplomacia americana aproveitou para criticar as discussões do Conselho de Direitos Humanos sobre liberdade religiosa e direito de expressão cerceado pela questão da não difamação de religiões.
Rui Martins, jornalista, escritor, correspondente do Correio do Brasil em Genebra.
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