Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Hillary Clinton alerta para risco de atentado nos dez anos dos ataques de 11 de Setembro

Sexta, 09 de Setembro de 2011 às 11:12, por: CdB

Da BBC Brasil

Brasília - As lideranças extremistas foram “devastadas” na última década, mas a ameaça da Al Qaeda ainda existe, disse em discurso nesta sexta-feira (9) a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, às vésperas do aniversário de dez anos dos ataques de 11 de Setembro.

Segundo ela, o grupo extremista está por trás das ameaças “verossímeis” de novos ataques aos Estados Unidos neste domingo (11), ameaças estas que não foram confirmadas e estão sendo investigadas.

“Praticamente todos os principais associados [da Al Qaeda] perderam agentes-chaves, inclusive o número dois da organização [Atiyah Abd al-Rahman], morto no mês passado”, declarou Hillary, em Nova York.

“Mas temos que ser claros a respeito da ameaça remanescente. Cidades como Londres, Lahore [Índia], Madri e Mumbai foram atacadas desde o 11 de Setembro. Recentemente, Abuja [na Nigéria] entrou nesta lista. Milhares de inocentes, a maioria deles muçulmanos, foram mortos”.

Hillary também citou “relatos específicos e críveis, mas não confirmados” de uma tentativa de novos ataques da Al Qaeda em Nova York e Washington neste final de semana. As duas cidades serão visitadas pelo presidente Barack Obama nos eventos programados para domingo.

Uma fonte não identificada também disse à agência Reuters que as ameaças detectadas pelas autoridades americanas têm relação com Ayman al-Zawahiri, que substituiu Osama Bin Laden no comando da Al Qaeda.

Horas antes, o Departamento de Segurança Interna americano havia emitido um comunicado confirmando a suspeita, mas sem dar detalhes.

As medidas de segurança foram elevadas principalmente em Nova York, onde a polícia tem reforçado a segurança em balsas, túneis, pontes e marcos da cidade. Segundo as agências de notícias, as autoridades estão atrás de três suspeitos que teriam entrado nos Estados Unidos em agosto, e informações coletadas pela inteligência americana no Paquistão citava a possibilidade de bombas sendo plantadas em carros nova-iorquinos.
 

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