Rio de Janeiro, 17 de Março de 2026

Hidelbrando Pascoal é condenado a 18 anos e seis meses de prisão

Quarta, 29 de Novembro de 2006 às 17:10, por: CdB

O ex-deputado Hildebrando Pascoal (AC) foi condenado nesta quarta-feira a 18 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do soldado Sebastião Crispim, do Corpo de Bombeiros do Acre. O crime ocorreu em 1997. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a morte do soldado foi "queima de arquivo". Crispim ia testemunhar contra Hildebrando, mas morreu antes disso. Pascoal já havia sido condenado a mais de 60 anos por homicídio, tráfico de drogas e crime eleitoral, entre outros delitos. Ele está preso desde 1999 e cumpre pena em um presídio do Acre.

Desde o mês passado, Pascoal aguardava o julgamento em Brasília. Outros cinco acusados já foram condenados pelo mesmo crime. Todos responsabilizaram o ex-deputado pela morte do soldado. Um dos acusados foi absolvido por falta de provas.

Hildebrando começou a ser julgado na manhã de segunda-feira, no auditório da Justiça Federal no Distrito Federal, em Brasília. O ex-deputado alegava inocência. No primeiro dia de julgamento, ao se defender, o ex-parlamentar insistiu na tese de que houve uma espécie de complô contra ele, que envolveria o Ministério Público, a Polícia Federal (PF), a Justiça e outros acusados pelo mesmo crime, que já foram condenados.

Na versão dele, os acusados teriam forjado provas e feito um acordo com autoridades para se livrar da acusação. Hildebrando atribuiu até mesmo a cassação de seu mandato, em 1999, a esse complô e chegou a se declarar um "preso político". Em um discurso de fundo emocional, ele também disse ao júri que tem vários problemas de saúde.

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