Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2026

Hezbollah e tropas israelenses travam intensa batalha

Terça, 01 de Agosto de 2006 às 07:19, por: CdB

Combatentes do Hezbollah travaram, nesta terça-feira, uma batalha intensa com as tropas de Israel, que está decidido a ampliar seu controle sobre o sul do Líbano e não concorda com um cessar-fogo imediato, apesar das pressões internacionais e do número cada vez maior de vítimas civis.

De acordo com a rede de televisão árabe al-Arabiya, três soldados israelenses morreram durante os confrontos no sul do país. Porém, o Exército hebreu afirmou que apenas um oficial ficou ferido, além de ter anunciado a morte de 20 milicianos do Hezbollah nos combates das últimas 48 horas.

Com três semanas de conflicto, Israel se mantém determinado a eliminar a ameaça do poderoso partido xiita, afastando seus combatentes da fronteira e obrigando os mesmos a recuar cada vez mais para dentro do Líbano.

No Irã, o aiatolá Ahmad Jannati, um importante líder religioso conservador, afirmou que os países muçulmanos devem fornecer armas ao Hezbollah libanês para os combates contra Israel. O chanceler iraniano, Manuchehr Motakki, faz uma visita a Beirute atualmente.

Em Jerusalém, o primeiro-ministro Ehud Olmert acabou com qualquer esperança de um cessar-fogo imediato, solicitado por várias potências mundiais.

- Acabaremos (a guerra) quando a ameaça que existe sobre nossas cabeças for anulada, quando os soldados seqüestrados retornarem para casa e nós possamos viver em total segurança em nossas residências - disse Olmert na segunda-feira.

A ofensiva de Israel já provocou quase 600 mortes no Líbano desde seu início, em 12 de julho, como uma resposta ao seqüestro de dois soldados por parte do Hezbollah xiita libanês. Um total de 33 militares israelenses morreram no mesmo período.

Uma reunião de líderes religiosos libaneses, cristãos e muçulmanos, realizada nesta terça-feira na sede do patriarcado maronita de Bkerkeh (norte de Beirute), exigiu que a comunidade internacional imponha um cessar-fogo imediato da ofensiva israelense contra o Líbano.

Além disso, os participantes prestaram uma homenagem ao Hezbollah xiita, cujos combatentes enfrentam as tropas israelenses no Líbano.

Os religiosos denunciaram as agressões, que chamaram de "crimes de guerra contra os libaneses", em um comunicado lido por Mohammad Sammaq, que preside o Comitê de Diálogo Islâmico-Cristão.

Longe de contemplar a possibilidade de trégua, o gabinete de segurança israelense autorizou formalmente na segunda-feira à noite a extensão da ofensiva terrestre no sul do Líbano, onde operam, segundo a imprensa local, duas divisões integradas por quase 20 mil homens.

O objetivo é a destruição total das posições do Hezbollah ao longo da fronteira para acabar com os disparos de foguetes contra o norte de Israel, onde já caíram quase 2 mil projéteis, que mataram 18 civis.

As tropas israelenses foram autorizadas estender as operações terrestres até o rio Litani, entre cinco e 30 km da linha de fronteira, segundo fontes oficiais.

Uma fonte do governo de Israel afirmou que o gabinete aprovou operações destinadas a controlar a zona até o rio Litani, sem ocupação permanente do terreno e depois da limpeza de toda a presença do Hezbollah a da região.

Paralelamente, a aviação israelense retomou os ataques aéreos contra alvos do Hezbollah, apesar das suspensão durante 48 horas dos bombardeios decretada por Olmert.

Dezenas de milhares de civis aproveitaram a breve interrupção para fugir da região, afetada por uma grave crise humanitária. As bombas israelenses devastaram várias regiões e localidades do sul do país e o número de deslocados pode chegar a 800 mil.

Em três semanas, pelo menos 548 pessoas morreram no Líbano, 465 delas civis, segundo um balanço da AFP. Quase 100 mil estrangeiros foram retirados do país, que está praticamente isolado do resto do mundo em conseqüência do bloqueio israelense.

A Cruz Vermelha libanesa informou ter encontrado na segunda-feira

Tags:
Edições digital e impressa