A guerrilha Hezbollah afirmou, nesta quarta-feira, que a proposta de desarmar seus combatentes não está na mesa de negociações - ainda mais neste momento, quando os soldados israelenses continuam ocupando o sul do Líbano.
O xeique Nabil Kaouk, principal autoridade do grupo na região, repetiu que o Hezbollah, antes da chegada, nos próximos dias ou semanas, de soldados libaneses e de integrantes de uma força de paz, tem o direito de enfrentar os militares de Israel ainda presentes no Líbano.
- Hoje, a questão sobre a deposição das armas pelo Hezbollah não está sobre a mesa (de negociações). Há prioridades e obrigações que o Estado precisa atender antes disso - afirmou Kaouk a repórteres, na cidade portuária de Tiro (sul).
- A presença dos tanques israelenses no sul é uma agressão e a resistência reserva-se o direito de enfrentar tal agressão se ela continuar - disse.
O grupo xiita levantou dúvidas sobre a capacidade do Exército libanês de defender o país contra Israel, afirmando que seus guerrilheiros estão mais bem preparados para enfrentar qualquer agressão.
Uma trégua patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU) entrou em vigor na segunda-feira, colocando fim aos 34 dias de conflito entre o Estado judaico e o grupo apoiado pelo Irã.