Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026

Hepatologistas querem criar o dia de combate à síndrome metabólica

A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) pretende criar um dia de combate à síndrome metabólica – conjunto de fatores de risco para desenvolver doenças cardiovasculares, do sistema endócrino e do fígado. Para o presidente da SBH, Raymundo Paraná, existe uma preocupação especial com o problema da esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), porque ainda não é uma doença muito conhecida.

Segunda, 21 de Fevereiro de 2011 às 08:01, por: CdB
A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) pretende criar um dia de combate à síndrome metabólica – conjunto de fatores de risco para desenvolver doenças cardiovasculares, do sistema endócrino e do fígado. Para o presidente da SBH, Raymundo Paraná, existe uma preocupação especial com o problema da esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), porque ainda não é uma doença muito conhecida. Segundo Raymundo Paraná, a tendência genética aliada a maus hábitos alimentares e ao sedentarismo fazem com que a incidência da doença chegue a 20% entre a população dos Estados Unidos. E acredita que o número seja semelhante no Brasil. Inicialmente a esteatose não tem sintomas, mas o especialista alerta que em cerca de 15% dos casos o problema se agrava. – Muda esse comportamento benigno e passa a agredir o fígado de uma forma muito semelhante à causada pelo álcool –, explicou. Ao longo do tempo a doença pode evoluir para cirrose hepática. Por isso, o médico quer unir forças com as sociedades de cardiologia e endocrinologia e criar um dia específico para conscientizar a população sobre a síndrome metabólica, mau que origina enfermidades tratadas pelas três especialidades. – Se nós conseguirmos ter as três especialidades reunidas em um único dia de alerta nós vamos poder alcançar a população com informação, que é a melhor arma para combater essa doença –, afirmou. O presidente da SBH lembrou ainda que é necessário dar uma atenção especial às crianças. – O número de crianças com esteatose hepática é muito maior do que a gente via algum tempo atrás. Situação que Paraná atribui à dieta com grande consumo de gorduras e açucares e ao sedentarismo propiciado pela televisão e por videogames.
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