O Comitê Olímpico do Brasil (COB) estabeleceu como meta para o país nos Jogos do Rio ficar entre os 10 primeiros colocados em número de pódios
Por Redação, com Reuters - do Rio de Janeiro:
Após surpreender no Mundial de 2013 com o título sobre a Sérvia e decepcionar ano passado nas oitavas de final diante da Romênia, o time de handebol feminino do Brasil só aceita a medalha de ouro em casa para se firmar no grupo de potências do esporte, de acordo com a pivô Tamires Morena.
A jogadora demonstrou extrema confiança no sucesso da equipe na Olimpíada do Rio de Janeiro e acredita que as adversárias vão tremer diante da torcida.
Jogadoras da seleção feminina de handebol após partida nos Jogos de Londres, em 2012
– A gente já mata elas (as rivais) quando pisa na quadra, canta o hino nacional. Elas já sentem a pressão e ficam de cabeça baixa – disse ela em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) estabeleceu como meta para o país nos Jogos do Rio ficar entre os 10 primeiros colocados em número de pódios. Com a maior delegação da história, 465 atletas, o Brasil espera melhorar sua colocação olímpica disputando o evento pela primeira vez em casa.
– Pelo handebol você pode ter certeza que o Brasil vai estar lá (no alto do pódio). O que importa é o ouro, que é o mais importante. Não vem com essa que qualquer medalha serve. É ouro – declarou Tamires, que é militar da Aeronáutica.
O Brasil está no grupo A dos Jogos junto com Romênia, algoz do time no Mundial de 2015, as fortes seleções da Noruega e da Espanha, além de Montenegro e Angola. O grupo B da Olimpíada tem Holanda, França, Rússia, Coreia do Sul, Suécia e Argentina.
– Já sabemos como nos defender e o que fazer contra a Romênia que nos eliminou no ano passado. A estreia é pesada com a Noruega e será uma briga de gigantes – avaliou a brasileira.
– Não tem jogo mais ou menos. Vamos ganhar logo da Noruega, que é campeã olímpica e mundial e mostrar que estamos aqui.
Se a seleção brasileira vai se sentir em casa, Tamires mais ainda. Ela é a única atleta carioca da seleção convocada para os Jogos do Rio. “Isso me dá mais força, mais garra, mais coragem. Sou positiva e vou canalizar minhas energias para vencer”, disse.
– Ninguém vai entrar na minha casa dizendo o que vai fazer – acrescentou ela, que conta com o apoio da família nas arquibancadas na Arena do Futuro, onde serão disputadas as partidas do handebol.
O handebol feminino do Brasil ganhou notoriedade recentemente, resultado do trabalho feito pelo técnico dinamarquês Morten Soubak, que começou em 2009. Logo em 2011, Brasil foi campeão pan-americano e dois anos depois conquistou o seu maior triunfo, o Mundial na Sérvia, ao derrotar as donas da casa por 22 a 20 na decisão.
Soubak tem temperamento forte, que por vezes faz lembrar o vitorioso técnico Bernardinho, da seleção de vôlei. A vibração e a cobrança do técnico contagiam as brasileiras. “Isso é uma marca dele. Desde os treinos, passando pelo vestiário. Ele joga e se sacrifica", explicou Tamires.
A jogadora, graças ao sucesso do handebol feminino, atuou na Hungria e está se transferindo para o Dijon, da França.
– Devo tudo ao handebol e o esporte é minha vida – disse a pivô, que começou no atletismo da Mangueira e encontrou o sucesso no handebol.
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