Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

Handebol do Brasil se diz surpreso com doping

Quatro anos depois de ficar em 10º lugar na Olímpiada de Atenas, a seleção brasileira de handebol masculino foi surpreendida nesta terça-feira pelo assédio da imprensa durante o segundo treino da equipe em Pequim. A notícia que atraiu tamanha atenção para o esporte, no entanto, não foi das melhores: o corte por doping do armador esquerdo Jaqson Kojoroski. (Leia Mais)

Quarta, 06 de Agosto de 2008 às 09:20, por: CdB

Quatro anos depois de ficar em 10º lugar na Olímpiada de Atenas, a seleção brasileira de handebol masculino foi surpreendida nesta terça-feira pelo assédio da imprensa durante o segundo treino da equipe em Pequim. A notícia que atraiu tamanha atenção para o esporte, no entanto, não foi das melhores: o corte por doping do armador esquerdo Jaqson Kojoroski.

– Eu sei que a minha modalidade está no holofote hoje porque estão falando desse caso, e é uma pena – afirmou o auxiliar técnico Washington Nunes, que dirige a equipe até a chegada do treinador Jordi Ribera, que só desembarca na China na quarta-feira.

– Eu queria estar no holofote para falar bem da minha modalidade – acrescentou Nunes.

A saída de Jaqson foi cercada de mistério. O corte do jogador foi anunciado por meio de um curto comunicado da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que não revelou a substância proibida encontrada no exame realizado pelo atleta.

"Nós, da Confederação Brasileira, colocamos todos os atletas à disposição do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para a realização de exames antidoping, justamente para coibir esse tipo de atitude e infelizmente aconteceu esse caso", disse Manoel Luiz Oliveira, presidente da CBHb, na nota.

Mais tarde, em outro comunicado, o COB informou que o nome de Jaqson já não constava da lista final de atletas brasileiros inscritos nos Jogos Olímpicos de Pequim no último dia 27.

Problemas pessoais

Durante o treino desta terça-feira, no ginásio Guangcai, em Pequim, jogadores e a comissão técnica da seleção brasileira afirmaram que foi Jaqson quem pediu dispensa da equipe, alegando problemas pessoais.

– Ninguém manifestou nada, foi até uma surpresa para a gente. Fiquei sabendo hoje de manhã também – disse o pivô Jardel, companheiro de clube de Jaqson na equipe da Metodista, de São Bernardo do Campo.

– A gente ficou sabendo que ele tinha ido embora por problemas pessoais. Ele se despediu da gente, falou que estava indo resolver uns problemas e foi viajar. Do Japão, ele voltou para o Brasil – acrescentou.

A seleção de handebol realizou a fase final de preparação no Japão, onde disputou uma série de amistosos até o último dia 27, quando Jaqson se desligou da equipe. A delegação chegou à China no domingo.

O Brasil estréia no torneio olímpico de handebol masculino no dia 10, contra a França. Além do primeiro adversário, a equipe jogará na primeira fase contra Croácia, Espanha, Polônia e China.

O objetivo da seleção brasileira é tentar superar o desempenho de Atenas e chegar às quartas-de-final. Para isso, a equipe terá de deixar a saída de Jaqson para trás.

– É lógico que seria melhor estar recebendo a presença de todos vocês aqui em situação melhor – afirmou Bruno Souza, principal estrela da equipe brasileira, diante dos jornalistas que acompanharam o treino desta terça-feira.

– É chato para o handebol do Brasil e para o grupo, mas a gente tem que pensar na Olimpíada e no sonho maior que cada um tem de estar aqui, não deixando as coisas externas nos abalar – acrescentou o jogador, eleito o terceiro melhor do mundo em 2003.

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