Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Hamas vai concorrer com moderados em eleição palestina

Sábado, 12 de Março de 2005 às 08:21, por: CdB

O Hamas, grupo militante palestino que prega a destruição de Israel, anunciou no sábado que vai concorrer nas eleições parlamentares palestinas agendadas para julho, pondo um fim a um boicote de dez anos.

O anúncio do Movimento de Resistência Islâmica Hamas prepara o cenário para uma disputa com a facção mais moderada do presidente Mahmoud Abbas, a Fatah, que dominou a política palestina desde que a Autoridade Palestina foi estabelecida em 1994.

Os líderes do Hamas disseram durante uma coletiva de imprensa em Nablus, na Cisjordânia, que o grupo concorreria com uma plataforma de preservação do direito de travar um confronto armado contra Israel até o fim de sua ocupação de terras palestinas.

Mohammed Ghazal, um líder local, afirmou que o Hamas lutaria "com base na garantia dos direitos legítimos do povo palestino e proteção do programa de resistência como uma escolha estratégica até que a ocupação chegue ao fim".

Recentemente, o Hamas concordou em obedecer um cessar-fogo pedido por Abbas, que sucedeu Yasser Arafat, como um primeiro passo para a renovação das negociações de paz com Israel.

A decisão do Hamas para inscrever candidatos na eleição de 17 de julho foi bem recebida pelos representantes da Autoridade Palestina.

"Esse passo vai aumentar a unidade palestina e garantir a trégua. Esperamos que todas as facções participem dessas eleições", disse Nabil Abu Rdainah, uma autoridade sênior.

A trégua está sob pressão intensa, mais recentemente com o assassinato por soldados israelenses de um militante palestino na sexta-feira. O militante teria ligações com um atentado suicida que resultou na morte de cinco israelenses em uma boate de Tel Aviv, no mês passado.

"Assim como nos pedem calma, pedimos que Israel não faça coisas como essa", disse Abbas.

Em uma onda de tensões internas na Faixa de Gaza, centenas de desempregados atacaram a sede parlamentar local, quebrando cadeiras antes de serem reprimidos pela polícia com escudos plásticos.

Usando o apelido de Abbas, a multidão de mais de mil desempregados gritava: "Abu Mazen, estamos com fome". Eles pediam empregos e benefícios aos desempregados. Alguns jogaram pedras na polícia.

O incidente aconteceu um dia após homens armados da Fatah invadirem um encontro do grupo sobre reforma e levar participantes enquanto atiravam para cima.

Ninguém ficou ferido nos últimos protestos contra Abbas e

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