O grupo militante palestino Hamas rejeitou os apelos internacionais para que renuncie à violência e reconheça o direito de existir de Israel. O chamado "Quarteto" de mediadores para um acordo de paz no Oriente Médio (ONU, União Européia, Estados Unidos e Rússia) fez essa exigência para continuar as remessas de recursos para a Autoridade Palestina.
- As condições apresentadas pelo Quarteto constituem pressão que serve ao interesse de Israel e não aos do povo palestino. O principal problema é a ocupação (israelense) e não a escolha democrática feita pelo povo palestino - disse Mosheer Al-Masri, um porta-voz do Hamas.
Na segunda-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, tinha dito ser inevitável que uma futura ajuda para a Autoridade Nacional Palestina seja revista pelos doadores com base no comprometimento de um novo governo palestino com a não-violência, o reconhecimento de Israel e a aceitação de acordos passados.
Annan falou representando o "Quarteto" após um encontro internacional em Londres para discutir uma posição comum após a vitória do grupo militante islâmico Hamas nas eleições parlamentares palestinas, na semana passada.
"Todos os membros do futuro governo palestino precisam estar comprometidos com a não-violência, o reconhecimento de Israel e a aceitação de acordos prévios e obrigações", diz um comunicado do Quarteto lido por Annan ao final da reunião.
Segundo um correspondente da BBC, a linguagem do comunicado indica uma abertura ao Hamas. para ele, as palavras do comunicado foram escolhidas com cuidado. Elas não exigem uma renúncia à violência nem o imediato reconhecimento de Israel, mas um comprometimento com essas questões no futuro.