O grupo radical islâmico Hamas ameaçou nesta sexta-feira vingar a morte do dirigente de seu braço armado no norte da Cisjordânia, Mohamed Hambali, morto na madrugada passada num confronto com o exército israelense. Milhares de pessoas se manifestaram hoje na cidade de Gaza para exigir vingança contra Israel pelo que consideraram "um novo assassinato de um de seus dirigentes", segundo testemunhas.
Ao grito de "vingança, vingança", os manifestantes expressaram sua indignação com a morte de Hambali, chefe dos "Batalhões de Izadin Al-Kassam". O dirigente islâmico morreu numa operação de comandos israelenses que foram capturá-lo, quando se encontrava no interior de um edifício de sete andares no bairro de Rafidie, na cidade de Nablus (Cisjordânia).
Depois de os soldados israelenses ordenarem aos moradores que abandonassem o prédio, Hambali lançou várias granadas antitanques contra seus perseguidores, matou um dos militares e feriu outros quatro, informa a imprensa local. Em seguida, a unidade de elite israelense disparou quatro mísseis contra o apartamento no qual se encontrava o militante do Hamas, que morreu na hora.
Devido ao estado em que ficou o corpo, o Exército de Israel demorou várias horas para confirmar sua identidade. Apesar de o Exército haver tentado capturá-lo com vida, segundo o brigadeiro Gadi Aifenkot, os palestinos consideram esta ação parte da política de "assassinatos seletivos" de dirigentes e militantes da Intifada, que, nas últimas semanas, causou a morte de 12 pessoas na Faixa de Gaza.