O porta-voz do movimento radical Hamas, Fawzi Barhum, afirmou na quarta-feira que Israel será responsável pela escalada de violência e de qualquer massacre ou estupidez cometidos. O anúncio foi feito após a decisão de Israel de considerar a Faixa de Gaza como uma entidade hostil.
A decisão israelense permite prever, segundo o Hamas, graves conseqüências com incursões e assassinatos na Faixa de Gaza.
— Advertimos contra qualquer ataque a nosso povo — ameaçou Barhum.
Esta foi a resposta do Hamas à decisão desta quarta-feira do gabinete israelense de segurança de considerar a Faixa de Gaza, controlada pelo grupo radical, como uma hostil a Israel.
Esta decisão abre o caminho à imposição de sanções econômicas contra o território, controlado pela força das armas por parte do movimento islâmico radical desde meados de junho, pelo lançamento de obuses contra alvos israelenses.
O governo de Gaza, do Hamas, considerou a medida uma punição coletiva que rejeitamos totalmente, disse o porta-voz do mesmo, Taher al-Nunu, que permanece em Gaza apesar de ter sido revogado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abas.
— O governo entrará em contato com os outros partidos afetados para impedir a aplicação destas medidas graves — acrescentou.
Al-Nanu garantiu que o Hamas está disposto à trégua se as agressões israelenses chegarem ao fim.
— Vamos tomar todas as precauções de segurança necessárias, já que levamos a sério as ameaças de Israel — advertiu.
O governo de Israel declarou nesta quarta-feira a Faixa de Gaza "entidade hostil", em resposta a constantes ataques com foguetes contra alvos em território israelense. A medida poderá levar a cortes em suprimentos de água, combustível e energia de Israel para a Faixa de Gaza.
A decisão foi anunciada uma semana depois que um ataque com foguetes de militantes palestino deixou mais de 60 soldados israelenses feridos em uma base militar ao norte da Faixa de Gaza.
Militantes palestinos dizem que o ataque foi em retaliação à operações militares israelense em Gaza e na Cisjordânia.