O Hamas negou, nesta quarta-feira, as acusações da Jordânia, de que teria armazenado armas em seu território e disse lamentar o cancelamento, por parte do governo jordaniano, de uma visita do chanceler palestino ao país. O grupo afirmou em nota que nunca se voltou contra a Jordânia ou "qualquer outro país", limitando sua batalha apenas contra "o inimigo sionista".
Nesta terça-feira, um porta-voz do governo da Jordânia afirmou que as forças de segurança do país haviam confiscado lança-foguetes e outras armas encontradas em um esconderijo do Hamas e declarou cancelada a visita do líder do grupo e ministro das Relações Exteriores palestino Mahmoud al-Zahar. O Hamas também foi acusado de usar o território jordaniano para atividades anti-Israel.
Zahar está viajando por diversos estados árabes na tentativa de levantar fundos para a Autoridade Palestina, depois que os Estados Unidos e outros países cortaram ajuda financeira. Essa seria a primeira visita de um grande líder do Hamas à Jordânia depois que o país expulsou chefes do grupo em 1999.