Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

Hamas e Jihad Islâmica ameaçam romper trégua se forem desarmados

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e a Jihad Islâmica ameaçaram neste domingo romper a trégua se as forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) tentarem desarmá-los, segundo um comunicado conjundo. (Leia Mais)

Domingo, 13 de Julho de 2003 às 17:04, por: CdB

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e a Jihad Islâmica ameaçaram neste domingo romper a trégua se as forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) tentarem desarmá-los, segundo um comunicado conjundo.

Os dois grupos palestinos disseram que rejeitam a tentativa de desarmamento.

- As forças de ocupação israelenses continuam seus ataques contra o povo palestino e seguem retendo milhares de palestinos, que Israel se nega a libertar.

O pronunciamento destas facções armadas, que no dia 29 de junho anunciaram uma trégua unilateral de três meses em suas ações contra Israel, foi feito logo após a detenção neste fim de semana de 20 milicianos pela ANP, também recolheu armamento, informou hoje o ministro israelense de Defesa, Shaul Mofaz.

- A segurança palestina começou uma campanha para recolher armas das forças de resistência na Faixa de Gaza. Este passo é a nossa linha vermelha, que não podemos nem permitiremos que ninguém a cruze por qualquer motivo - acrescenta o comunicado.

Os dois grupos islâmicos alegam que, "se continuarem estas ações, reconsideraremos seriamente a trégua e nossa decisão sobre suspender os ataques contra Israel, o que provocará uma escalada e atritos que poderão ameaçar a situação interna dos palestinos e a unidade de nosso povo".

Estas facções acreditam que a decisão dos organismos de segurança palestinos de recolher as armas e desarticular grupos como o Hamas e a Jihad - medida incluída na última iniciativa de paz para a região, o Mapa de Caminho - é "uma resposta às pressões de Israel e dos Estados Unidos que têm como objetivo proteger a segurança do Estado judeu".

- Ao aceitar os três meses de trégua ou uma suspensão temporária dos ataques contra o inimigo, não significa que também aceitamos o desarmamento da resistência - acrescenta o comunicado.

O chefe da segurança interna da Faixa de Gaza, coronel Rashid Abu Shbak, negou ontem que as forças de segurança tenham decidido recolher as armas dos milicianos.

Também afirmou que as forças de segurança palestinas têm a missão de impor a ordem nas zonas de onde o Exército israelense se retirou e de trazer de volta a disciplina às ruas, depois de mais de dois anos e meio de "intifada" (levante popular).

"Esta campanha não contradiz a trégua declarada pelas diferentes facções palestinas", disse Abu Shbak, acrescentando que "as forças de segurança sabem diferenciar o uso legal de armas para defesa e o emprego ilegal de armas para cometer crimes contra a população civil".

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