Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Hamas e Jihad estão reticentes sobre nova trégua

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) rejeitou somar uma nova trégua em seus ataques contra Israel enquanto a Jihad Islâmica adverte que não tem nenhuma "pressa" em declarar um cessar-fogo, segundo informaram porta-vozes de ambos os grupos. (Leia Mais)

Terça, 18 de Novembro de 2003 às 10:03, por: CdB

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) rejeitou somar uma nova trégua em seus ataques contra Israel enquanto a Jihad Islâmica adverte que não tem nenhuma "pressa" em declarar um cessar-fogo, segundo informaram porta-vozes de ambos os grupos. Adnan Asfur, um destacado líder do Hamas disse à EFE que a trégua só poderá ser declarada por seu grupo sob garantias de que Israel "cessará todas suas operações e agressões militares contra o movimento e o povo palestino".

No entanto, o representante do movimento islâmico afirmou que o Hamas não se opõe a princípio às propostas apresentadas pelo chefe dos serviços secretos do Egito, Omar Suleiman, atualmente atuando de mediador entre israelenses e palestinos. "O general Omar Suleiman propôs uma hudna (trégua) e dissemos que não queremos declarar um cessar-fogo unilateral com Israel", declarou Asfur.

As palavras do representante do Hamas seguem a visita nesta segunda-feira de Suleiman aos territórios palestinos e a Israel, onde se reuniu com o presidente palestino, Yasser Arafat, e com o primeiro-ministro, Ahmed Qurea, (Abu Alá), assim como com o chefe dos serviços secretos israelenses no exterior (Mossad), Meir Dagan. Por sua vez, o líder da Jihad Islâmica em Gaza, Jaled Al-Batsh manifestou que seu grupo não tem nenhuma pressa em alcançar uma nova trégua e acrescentou que ainda não receberam um convite oficial de nenhuma parte para retomar o diálogo para uma nova cessação de hostilidades.

Al-Batsh se referia a um convite do primeiro-ministro Abu Alá ou de funcionários egípcios, que em anteriores negociações tiveram um papel decisivo para a declaração de trégua em 29 de junho por todas as facções da resistência palestina. "A questão de declarar uma nova "hudna" estará na agenda das reuniões que manteremos com Abu Alá, destacou o líder da Jihad Islâmica, que sentenciou: "não temos nenhuma pressa". - Deveríamos contar com certas garantias antes de falar sequer do assunto. Nós na Jihad Islâmica consideramos que o conceito político de iniciar as negociações para uma trégua é errado e só deveríamos entrar nisto quando acabar a ocupação israelense - acrescentou.

Abu Alá anunciou nesta segunda-feira que uma delegação de funcionários de alto categoria dos órgãos de segurança egípcios deve chegar aos territórios palestinos proximamente. Além disso declarou que os egípcios enviarão em breve convites às diferentes facções palestinas, incluindo Hamas, Jihad Islâmica e Al Fatah -liderada por Arafat-, com o objetivo de iniciar o mais rápido possível os contatos. "O objetivo de enviar estes convites é que aconteça um primeiro encontro no Cairo para reforçar o diálogo inter-palestino e poder declarar uma trégua entre israelenses e palestinos", explicou Abu Alá, ressaltando que "estes esforços nunca prosperarão sem a pressão dos Estados Unidos sobre Israel para que se comprometa a isso".

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