O premiê estava reagindo a declarações do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que sugeriu a realização de eleições antecipadas para tentar resolver o impasse o Hamas e seu grupo, o Fatah, na formação de um governo de união.
O colapso das negociações entre os dois grupos aconteceu por causa da recusa do Hamas em reconhecer o Estado de Israel.
Falando no Irã, Haniya disse que uma nova votação seria desrespeitosa à população palestina, que elegeu o Hamas com larga maioria nas eleições parlamentares de janeiro.
Para Haniya, as eleições poderiam piorar a "crise e as tensões".
Segundo um membro da liderança do Hamas no exílio, Izzat al-Rishq, o grupo não se importaria com a realização de novas eleições presidenciais, mas é contra o pleito parlamentar.
'Desastre'
O plano de eleições antecipadas recebeu apoio do Comitê Executivo da Organização para Libertação da Palestina (OLP).
Após se reunirem com o presidente Mahmoud Abbas, membros da OLP disseram que ele teria o apoio do grupo.
Abbas deve anunciar sua decisão na próxima semana.
O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, disse que o presidente deve mesmo antecipar as eleições.
- O status quo não pode continuar - é um desastre para os palestinos - disse Erekat.
A ajuda de países ocidentais aos palestinos foi cortada depois que o Hamas assumiu o governo. Segundo os países doadores, os cortes aconteceram por causa da recusa do grupo em renunciar à violência, reconhecer Israel ou aceitar acordos anteriores entre israelenses e palestinos.