Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Hamas é contra antecipar eleição palestina

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, criticou duramente a proposta de realizar eleições antecipadas, menos de um ano depois que seu grupo, o Hamas, subiu ao poder. O premiê estava reagindo a declarações do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que sugeriu a realização de eleições antecipadas para tentar resolver o impasse o Hamas e seu grupo, o Fatah, na formação de um governo de união. (Leia Mais)

Domingo, 10 de Dezembro de 2006 às 09:09, por: CdB
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, criticou duramente a proposta de realizar eleições antecipadas, menos de um ano depois que seu grupo, o Hamas, subiu ao poder.

O premiê estava reagindo a declarações do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que sugeriu a realização de eleições antecipadas para tentar resolver o impasse o Hamas e seu grupo, o Fatah, na formação de um governo de união.

O colapso das negociações entre os dois grupos aconteceu por causa da recusa do Hamas em reconhecer o Estado de Israel.

Falando no Irã, Haniya disse que uma nova votação seria desrespeitosa à população palestina, que elegeu o Hamas com larga maioria nas eleições parlamentares de janeiro.

Para Haniya, as eleições poderiam piorar a "crise e as tensões".

Segundo um membro da liderança do Hamas no exílio, Izzat al-Rishq, o grupo não se importaria com a realização de novas eleições presidenciais, mas é contra o pleito parlamentar.

'Desastre'

O plano de eleições antecipadas recebeu apoio do Comitê Executivo da Organização para Libertação da Palestina (OLP).

Após se reunirem com o presidente Mahmoud Abbas, membros da OLP disseram que ele teria o apoio do grupo.

Abbas deve anunciar sua decisão na próxima semana.

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, disse que o presidente deve mesmo antecipar as eleições.

- O status quo não pode continuar - é um desastre para os palestinos - disse Erekat.

A ajuda de países ocidentais aos palestinos foi cortada depois que o Hamas assumiu o governo. Segundo os países doadores, os cortes aconteceram por causa da recusa do grupo em renunciar à violência, reconhecer Israel ou aceitar acordos anteriores entre israelenses e palestinos.

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