Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Hamas concorda com nova trégua mas Israel 'não negocia sob fogo'

Domingo, 10 de Agosto de 2014 às 12:43, por: CdB
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Israel responde a foguetes disparados minutos após o fim da trégua de três dias. Delegação do Estado judeu abandona negociações no Cairo em busca de um cessar-fogo duradouro, afirmando que "não vai negociar sob ataques"
O comando do Hamas concordou, neste domingo, com um novo cessar-fogo de 72 horas em Gaza, segundo a televisão estatal egípcia, citando uma fonte palestina. O Egito tenta manter conversas indiretas entre Israel e palestinos, depois que uma trégua de três dias expirou na sexta-feira e os confrontos foram retomados. Israel, no entanto, afirmou logo depois do anúncio que segue preparado para ações militares prolongadas em Gaza e que não negociará sob ataque de foguetes. Nesta manhã, ataques aéreos de Israel mataram três palestinos em Gaza, incluindo um menino de 14 anos e uma mulher, afirmaram médicos, no terceiro dia de novos conflitos que prejudicaram os esforços do Egito, que também faz fronteira com o enclave, para acabar com as hostilidades que já duram um mês. Desde que um trégua de três dias acabou na sexta-feira, os disparos de foguetes e morteiros palestinos se destinaram aos kibbutzim israelenses, ou fazendas coletivas, do outro lado da fronteira, no que pareceu ser uma estratégia de enfraquecer a moral do Estado judeu sem provocar uma outra invasão terrestre da Faixa de Gaza. Um mês de guerra matou 1.893 palestinos e 67 israelenses, além de devastar áreas de Gaza. Mas a pressão internacional para um cessar-fogo tem sido mais fraca do que em rodadas anteriores do conflito entre israelenses e palestinos dadas outras crises de segurança internacional. O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, disse à agência inglesa de notícias Reuters que o Egito apresentou um novo plano de cessar-fogo para manter as negociações. Representantes israelenses haviam fugido para casa na sexta-feira, horas antes da trégua anterior acabar, e delegados palestinos ameaçaram ir embora a menos que eles voltassem. Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Egito afirmou que um novo plano de cessar-fogo de 72 horas ainda estava sendo feito e que ainda é muito cedo para afirmar se um acordo seria alcançado. "A delegação palestina dará sua posição à luz dos esforços egípcios e acontecimentos dentro de horas", disse Azzam Ahmed, autoridade do movimento Fatah que lidera a equipe palestina, a repórteres no Cairo. Em Tel Aviv, o primeiro ministro Benjamin Netanyahu afirmou: "Israel não negociará sob fogo". "Em nenhum momento declaramos que (a ofensiva militar de Israel) havia terminado. A operação continuará até que seu objetivo --a restauração da paz por um período prolongado --for atingido", afirmou ele em declarações públicas na reunião semanal de gabinete. "Eu disse no começo e durante a operação --isso levará tempo, e energia será necessária".
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