Rio de Janeiro, 30 de Janeiro de 2026

Hamas ataca posições do Fatah na Faixa de Gaza

Terça, 12 de Junho de 2007 às 16:38, por: CdB

Militantes do braço armado do Hamas começaram a atacar nesta terça-feira os postos de segurança do grupo palestino adversário Fatah, na Faixa de Gaza. A escalada de violência recomeçou depois que mensagens foram enviadas nesta manhã por meio de mesquitas controladas pelo Hamas na Cidade de Gaza.

O grupo islâmico havia dado aos militantes do Fatah duas horas para que eles abandonassem suas posições, incluindo prédios ocupados pelas forças de segurança.

Pouco depois, o comando da força de segurança nacional ligada ao Fatah divulgou um comunicado em que pede aos militantes que resistam aos ataques do Hamas, os quais chamou de "golpe" contra as instituições oficiais palestinas.

Representantes do Fatah vão se reunir nesta noite para decidir se permanecem ou não no governo de união nacional formado com o Hamas em março passado, com o objetivo de por fim à violência entre as facções palestinas.

Nas últimas 24 horas, pelo menos 18 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza em confrontos envolvendo os dois grupos.

As residências do presidente palestino Mahmoud Abbas, do Fatah, e do primeiro-ministro Ismail Haniya, do Hamas, foram alvo de morteiros lançados pelos dois lados.

Também nesta terça, autoridades do Hamas acusaram o Fatah de tentar assassinar o Haniya ao disparar uma granada-foguete contra sua casa.

O prédio foi danificado, mas ninguém foi ferido. Esta foi a terceira vez que Haniya foi alvo de ataques desde segunda-feira. Abbas pediu um cessar-fogo imediato "para que o diálogo ponha fim à violência interna".

No último mês, o Hamas e o Fatah já declararam trégua sete vezes, mas o anúncio não foi respeitado por nenhum dos lados. Pelo menos 60 pessoas foram mortas nas últimas semanas.

Mais cedo, forças leais ao Fatah atacaram a sede da emissora de televisão al-Aqsa, controlada pelo Hamas, na Cisjordânia.

O primo de Abdel Aziz Rantissi, líder do Hamas morto por forças israelenses em 2004, foi seqüestrado e morto por atiradores do Fatah.

Tim Franks, correspondente da BBC em Jerusalém, afirma que na Faixa de Gaza, especialmente na Cidade de Gaza, a maioria das pessoas está dentro de suas casas para fugir da violência.

Durante a noite, ocorreram disparos de morteiros contra os escritórios dos serviços de segurança preventiva liderados pelo Fatah.

As casas de ativistas também foram atacadas e um importante membro da Brigada dos Mártires de al-Aqsa, grupo ligado ao Fatah, levou 41 tiros enquanto estava internado em um hospital na cidade de Beit Hanoun.
 

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