Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2026

Hamas admite aproximação com UE

O Hamas disse nesta quinta-feira que diplomatas da União Européia (UE) encontraram alguns de seus prefeitos recém-eleitos, numa aparente mudança de posição em relação ao grupo palestino, oficialmente considerado terrorista pelo bloco europeu. (Leia Mais)

Quinta, 16 de Junho de 2005 às 06:17, por: CdB

O Hamas disse nesta quinta-feira que diplomatas da União Européia (UE) encontraram alguns de seus prefeitos recém-eleitos, numa aparente mudança de posição em relação ao grupo palestino, oficialmente considerado terrorista pelo bloco europeu.

No mesmo dia, um jornal israelense afirmou que a UE autorizou alguns diplomatas de baixo escalão a se reunirem com a ala política do Hamas. A UE não comentou a notícia.

Mushir Al Masri, porta-voz do Hamas, disse que os prefeitos, eleitos em várias rodadas de votação nos últimos meses, discutiram nesses encontros a assistência internacional e o atual cessar-fogo com Israel.

- O Hamas está aberto ao diálogo com todos os países, exceto com o inimigo sionista, que ocupa a terra e mata nossa gente - disse Al Masri.

O Hamas, que prega a destruição de Israel, já matou centenas de israelenses em atentados suicidas desde o começo da atual Intifada (rebelião palestina), em 2000.

Sem citar fontes, o jornal Haaretz afirmou que a decisão da UE surpreendeu os Estados Unidos - co-patrocinador do paralisado processo de paz, ao lado de Rússia, Organização das Nações Unidas (ONU) e da própria UE - e preocupou o governo de Israel.

Os EUA também qualificam o Hamas como grupo terrorista. Israel rejeita qualquer contato com o grupo.

O chanceler britânico, Jack Straw, revelou na semana passada que diplomatas de seu país se reuniram em duas ocasiões com membros da ala política do Hamas. Ele afirmou que a Grã-Bretanha não manterá contato com líderes do Hamas até que o grupo renuncie à violência.

Em Washington, diplomatas disseram que os EUA demonstram sinais de abrandar sua posição com relação ao Hamas em resposta à crescente influência política do grupo na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Mas a Casa Branca insistiu que não houve nenhuma mudança.

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